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Um ex-funcionário de um infantário londrino foi condenado a 18 anos de prisão, esta quinta-feira, por ter abusado sexualmente de crianças, filmado alguns dos atos e possuir mais de 26 mil imagens de pornografia infantil.
Vincent Chan, um britânico de 45 anos, abusou entre 2022 e 2024 de quatro meninas, com idades entre 2 e 4 anos, durante o período da sesta no infantário em Londres, que entretanto fechou.
"A sua conduta foi absolutamente maléfica, perversa e depravada. Tornou-se um predador sexual, alguém que perdeu todo o sentido de moralidade", declarou o juiz John Dodd, do tribunal criminal de Wood Green, em Londres, ao proferir a sentença.
Vincent Chan foi preso em junho de 2024 após a denúncia de uma colega do infantário, que ficou chocada ao descobrir que ele filmava crianças em situações degradantes, a chorar, a fazer xixi na roupa, para fazer montagens.
Durante a investigação, a polícia descobriu nos aparelhos eletrónicos fotos e vídeos dos abusos sexuais cometidos.
A polícia também descobriu que Chan tinha instalado secretamente câmaras para filmar por baixo das saias das meninas na escola primária onde trabalhou entre 2007 e 2017, e realizado vídeos de teor sexual sozinho no estabelecimento.
Vincent Chan declarou-se culpado de todas as 56 acusações contra ele, incluindo agressões sexuais com penetração, toques indecentes e produção de imagens de pornografia infantil.
Vários familiares das vítimas choraram ao ouvir a descrição dos crimes, e a mãe de uma das meninas da creche falou sobre "a culpa, a dor e a raiva" causadas pelos seus atos.
Vincent Chan atacou uma vítima "completamente indefesa, (...) que foi ferida num contexto em que devia estar segura", indignou-se.
Este caso constituiu "uma das investigações mais complexas sobre agressões sexuais a crianças" que já conduziu, disse a polícia de Londres.
Na segunda-feira, em Bristol (sudoeste da Inglaterra), outro homem de 30 anos, ex-funcionário de outro infantário, foi considerado culpado de violação e agressão sexual a crianças de 2 e 3 anos.
"São casos perturbadores para toda a gente neste país", afirmou na quarta-feira o primeiro-ministro, Keir Starmer, no Parlamento, que indicou que o Governo "está a analisar a questão" para obrigar o uso de videovigilância em infantários.
