
A segunda mulher de Dominique Strauss-Kahn, Brigitte Guillemette, quebrou o silêncio para desmentir a jornalista Tristane Banon, que acusa o seu ex-marido de ter tentado violá-la, e para assegurar que nem ela nem a filha, Camille, eram íntimas de Banon e da sua mãe, Anne Mansouret, como estas garantem.
"Nada do que Anne Mansouret diz é verdade. Não sou sua amiga íntima e a minha filha Camille jamais foi amiga de Tristane Banon. Todas as afirmações que elas me atribuíram são falsas. Estamos imersas num delírio sórdido e insano a que é preciso pôr fim", declarou Brigitte Guillemette numa entrevista ao "Nouvel Observateur".
Guillemette confirmou que é madrinha de Banon, mas apenas porque era a única pessoa que Mansouret conhecia que era baptizada, pelo que aceitou fazer-lhe esse "favor". Esclarece ainda que só conheceu Mansouret já depois de estar separada de Dominique Strauss-Kahn (DSK).
Tanto Guillemette como a filha, Camille Strauss-Kahn, tiveram que ser ouvidas pela Brigada de Repressão e Delinquência contra Pessoas, no âmbito da investigação aberta na sequência da denúncia de Banon, que afirmou que DSK tentou violá-la em 2003, durante uma entrevista.
"Soube que Banon esteve com DSK para o entrevistar. Suponho que ela tenha sido recomendada pela sua mãe. De qualquer forma, não foi através da minha mediação ou da minha filha, com a qual ela nunca teve contacto", insiste Guillemette.
Até agora, tanto Banon como a sua mãe, a socialista Anne Mansouret, tinham assegurado que Guillemette e Camille eram suas amigas íntimas à data dos acontecimentos e que, por isso mesmo, lhos tinham confiado.
No entanto, ao longo da entrevista, a ex- mulher de DSK desmente qualquer relação de amizade: "Foi DSK quem deu o contacto de Camille a Banon."
De acordo com a versão da jornalista, depois da suposta agressão por parte de DSK, encontrou-se com a sua amiga Camille para lhe contar o sucedido. Mas Guillemette garante que não foi assim. "Num primeiro momento, Tristane Banon tomou café com Camille e apenas disse que tinha entrevistadio o seu pai." Neste primeiro encontro, não mencionou nennhuma agressão.
"Mais tarde, Banon contactou novamente Camille para se encontrarem num café ndo bairro latino. Foi aí que lhe disse que tinha sido agredida por Dominique. Camille, que ficou em estado de choque, incapaz de imaginar que o seu pai pudesse fazer semelhante coisa, regressou a casa a chorar", recorda Guillemette, que diz ter feito dois telefonemas logo a seguir.
"Liguei para DSK, pai da minha filha, que desmentiu vivamente Banon; depois, liguei a Anne Mansouret e aconselhei-a a enter-se directamente com Dominique, mas para nunca mais entrar em contacto comigo ou com a minha filha. Ela disse-me que não tinha acontecido nada de grave e que ela era amante de Dominique."
Esta semana, a própria Anne Mansouret tornou público que teve um encontro sexual "consentido, mas brutal", com DSK em 2000, nos escritórios da OCDE.
