
O Executivo espanhol, caso leve a cabo a implementação de medidas contra Gibraltar, vai acabar por anular algumas decisões que foram adotadas pelo anterior governo
Jon Nazca/REUTERS
O governo de Mariano Rajoy está a estudar a viabilidade jurídica e legal das medidas que podem vir a ser tomadas contra Gibraltar.
O plano, que está a ser analisado pelo Executivo espanhol, foi anunciado depois de a administração do território ultramarino britânico ter apresentado uma informação junto da Comissão Europeia sobre as longas filas de automóveis provocadas pelas demoradas operações de controlo por parte das autoridades espanholas na fronteira.
A atitude de Madrid na fronteira entre Espanha e Gibraltar foi aplicada depois do território ter colocado 70 blocos de cimento junto aos aterros que circundam o rochedo de Gibraltar, em águas reclamadas pelos espanhóis.
A criação de uma taxa de entrada e de saída de 50 euros e um plano de luta contra a fraude fiscal são algumas medidas que estão a ser estudadas pelo Executivo, segundo a agência EFE.
As medidas podem também obrigar à localização dos 6.700 cidadãos de Gibraltar que têm residência fiscal no rochedo mas que moram em Espanha.
Fontes governamentais disseram à EFE que se está neste momento a analisar a viabilidade jurídica e legal das medidas, assim como a posição da Comissão Europeia.
Apesar de não estar fixada qualquer data para a entrada em vigor de medidas concretas, as mesmas fontes apontaram a conclusão da análise legal como ponto de partida para a implementação.
No dia 30 de julho, o governo espanhol denunciou inicialmente junto das autoridades espanholas do Ministério do Ambiente, o "lançamento incontrolado" de 70 blocos de cimento nas águas da baía de Algeciras pela administração do território ultramarino britânico.
O Executivo espanhol, caso leve a cabo a implementação de medidas contra Gibraltar, vai acabar por anular algumas decisões que foram adotadas pelo anterior governo do PSOE.
Reclamar que as empresas de jogo online -- um setor que aumentou em Gibraltar nos últimos tempos -- operem através de servidores espanhóis e paguem pelos lucros obtidos, assim como a revisão do acordo de 2006 que permitiu a concessão de 60 mil linhas telefónicas que atravessam a cidade de La Línea, também estão em estudo segundo a EFE.
