
A filha mais nova e a ex-mulher de Dominique Strauss-Kahn foram ouvidas na sexta-feira no âmbito do inquérito em França pela acusação de tentativa de violação apresentada pela francesa Tristane Banon.
Depois de ter ouvido a queixosa, Tristane Banon, a 11 de Julho, e a mãe desta, a conselheira regional socialista Anne Mansouret, a 13 de Julho, a polícia ouviu sexta-feira a segunda mulher do ex-director do FMI, Brigitte Guillemette, e a filha de ambos, Camille, afirmaram fontes judiciais.
Camille Strauss-Kahn era amiga de Tristane Banon à data dos alegados factos. A mãe, Brigitte Guillemette, é madrinha da queixosa.
Tristane Banon, jornalista e escritora, acusou Strauss-Kahn de tentativa de violação em Fevereiro de 2003 num apartamento do centro de Paris, durante um encontro para uma entrevista.
Strauss-Kahn afirmou que o episódio, relatado por Tristane num programa de televisão em 2007 e numa entrevista ao 'site' da Internet "AgoraVox" em 2008, "é imaginário" e os seus advogados apresentaram queixa da jovem por "denúncia caluniosa".
Nos Estados Unidos, Dominique Strauss-Kahn é acusado de agressão sexual e tentativa de violação de uma empregada de um hotel de Nova Iorque.
A 1 de Julho, Strauss-Kahn foi posto em liberdade condicional com base em inconsistências no testemunho da alegada vítima, mas o tribunal norte-americano não lhe entregou o passaporte nem alterou a acusação.
A mãe de Tristane Banon, Anne Mansouret, afirmou recentemente em entrevistas à imprensa que pouco tempo depois dos factos contactou Brigitte Guillemette para lhe relatar a alegada agressão sofrida pela filha.
Segundo o 'site' lexpress.fr, Mansouret disse aos investigadores que em 2003 contactou um magistrado de Evreux que, por seu turno, terá contactado um magistrado de Paris, para saber se a filha devia apresentar queixa. Esse magistrado tê-la-á aconselhado a fazê-lo, mas advertiu-a de que haveria fortes hipóteses de a queixa ser rejeitada.
Camille Strauss-Kahn foi ouvida porque Tristane Banon, de quem era amiga na altura dos alegados factos, disse aos investigadores, segundo a imprensa, que lhe contou o episódio num encontro num café de Paris em 2003.
Por outro lado, o candidato às primárias socialistas para as presidenciais de 2002 François Hollande deve também ser ouvido pela polícia, em data ainda não anunciada, depois de Banon e Mansouret terem afirmado que o informaram dos factos.
