
Incêndio no Forte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela
Foto: Luis Jaimes/ AFP
Fortes explosões, com sons semelhantes a aeronaves a sobrevoar Caracas, ocorreram este sábado por volta das 2 horas (6 horas em Portugal continental) na capital da Venezuela. Meios de comunicação norte-americanos revelam ataque dos EUA. O presidente Nicolás Maduro declarou estado de emergência.
As explosões acontecem depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enviou um destacamento militar sem precedentes para as águas das Caraíbas, colocar a hipótese de ataques terrestres contra a Venezuela e afirmar que os dias do homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, estavam contados.
Os sons das explosões continuaram a ser ouvidos por volta das 2.15 horas (6.15 horas em Portugal continental). Meios de comunicação norte-americanos revelam tratar-se de um ataque dos EUA. O presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou estado de emergência.
Pelo menos sete explosões e aeronaves a baixa altitude foram ouvidas em Caracas, levando moradores de vários bairros da capital a abandonar as habitações e a correr para as ruas.
Nas redes sociais foram publicadas imagens de grandes incêndios com colunas de fumo, mas não é possível localizar com precisão o local das explosões, que parecem ter ocorrido no sul e leste de Caracas.
Alguns cibernautas relataram detonações na principal base militar do país, o Forte Tiuna, a oeste da capital, e na base aérea de La Carlota. "Forte Tiuna está a explodir", disseram pessoas que gravaram vídeos a partir das janelas de casa.
O Governo da Venezuela não respondeu até ao momento a um pedido de comentário sobre as explosões.
Em 22 de dezembro, Donald Trump afirmou que seria sensato o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, abandonar o poder, numa altura em que Washington aumentava a pressão militar sobre Caracas.
Questionado sobre as suas declarações relativamente a intervenções em terra, além do mar, para conter o narcotráfico, Trump afirmou que se aplicam "a qualquer lugar de onde venham drogas, não apenas à Venezuela".
A mobilização militar dos Estados Unidos nas Caraíbas e Pacífico visa intercetar embarcações supostamente carregadas de drogas que Washington associa ao Governo de Maduro, acusado de liderar o chamado Cartel dos Sóis, algo que Caracas nega veementemente.
Na segunda-feira passada, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela, naquela que poderá ser a primeira operação terrestre.
Na sexta-feira, o presidente colombiano, Gustavo Petro, disse que um míssil norte-americano tinha atingido um alvo na região venezuelana de Alta Guajira, que faz fronteira com a Colômbia, no âmbito da campanha norte-americana contra o tráfico de droga.
