
A França rejeitou um terceiro pedido do Panamá para a extradição do general Manuel António Noriega, pela morte do sindicalista Heliodoro Portugal, mas ainda pode autorizar outro pedido pendente informou, este sábado, o chanceler daquele país, Roberto Henríquez.
"O terceiro pedido (de extradição) do Panamá não foi atendido pela França porque o crime sobre Heliodoro Portugal ocorreu em 1970 e, por conseguinte, de acordo com a justiça francesa prescreveu", disse Henríquez aos jornalistas durante uma cerimónia pública.
Apesar da decisão desfavorável, o Panamá aguarda ainda a decisão da justiça francesa quanto ao segundo pedido de extradição pelo homicídio, em 1989, do capitão Moisés Giroldi, a qual deverá, segundo Henríquez, ser conhecida em Novembro.
O chanceler do Panamá assinalou que, dependendo dos resultados dessa audiência, Noriega poderia ser repatriado no final do ano ou princípio de 2012.
A França tinha aprovado o primeiro pedido de extradição apresentado pelo Panamá pelo assassinato, em 1985, do opositor do regime Hugo Spadafora. E Noriega deveria ser extraditado para o seu país este mês, mas uma multiplicidade de petições formais de extradição complicaram o processo judicial em França.
Preso nos Estados Unidos de 1990 a 2010, Noriega está detido em Paris desde o ano passado, onde cumpre uma pena de sete anos pelo crime de branqueamento de capitais oriundos do narcotráfico.
Noriega, actualmente com 77 anos, foi afastado do governo do Panamá na sequência da invasão americana daquele país.
O antigo governante do Panamá (de 1983 a 1989) enfrenta várias penas no seu país, que lhe podem valer mais de 60 anos de cadeia.
