
Guardia Civil deteve gémeos no Caminho de Santiago
Dois irmãos gémeos portugueses, suspeitos de matar uma mulher em León, Espanha, fizeram-se passar por peregrinos no caminho de Santiago para tentar fugir à polícia. Conseguiram percorrer 60 quilómetros até serem capturados. Ficaram em prisão preventiva.
Ângelo e Luís, irmãos gémeos de 46 anos, percorreram três etapas do caminho de Santiago até serem identificados pela Guardia Civil na localidade de San Justo de la Vega, a cerca de 60 quilómetros do local do crime do qual são suspeitos. No domingo, o cadáver de Kátia, uma mulher de 57 anos, foi descoberto num poço ao lado da casa onde vivia, em Reliegos, na província de León.
A vítima tinha uma pequena quinta ecológica e dava formações de sementeiras. Aos fins de semana trabalhava num café para ganhar algum dinheiro enquanto os frutos que plantava não estavam prontos para venda. Costumava acolher peregrinos no Caminho de Santiago e oferecia-lhes cama e comida em troca de ajuda na horta.
Abrigou dois gémeos portugueses
Há cerca de um mês, Kátia dera abrigo aos dois irmãos portugueses. Uma amiga que morava com ela contou que não se sentia segura com a presença dos portugueses e tinha preferido sair de casa. Deu o alerta quando Kátia não apareceu para o trabalho. No domingo, as autoridades viriam a descobrir o seu corpo no fundo de um poço perto da casa. Terá sido morta na sexta-feira. Os portugueses tinham desaparecido.
As autoridades de imediato lançaram uma caça ao homem. Desde logo suspeitaram que os gémeos poderiam tentar infiltrar-se em grupos de peregrinos para passar despercebidos. A "audácia e perspicácia" da Guardia CIvil e a coloboração popular foram determinantes para a captura dos suspeitos no Caminho de Santiago na segunda-feira, explicou Vírgínia Barcones, delegada do Governo em Castela e León.
Apurou-se entretanto que os dois irmãos tinham antecedentes criminais em Espanha por ilícitos contra a propriedade e contra pessoas. Foram apresentados a tribunal e ficaram em prisão preventiva.

