
O ministro da Economia alemão, Lars Klingbeil
Foto: Clemens Bilan / EPA
Os Governos europeus estão a preparar contramedidas para responder à ameaça do presidente norte-americano de aplicar sobretaxas aos países que rejeitam a sua ambição de adquirir a Gronelândia, afirmou esta segunda-feira o ministro da Economia alemão.
Perante as ameaças de Donald Trump de aplicar tarifas aos países que rejeitam a "compra" da Gronelândia, os Governos europeus estão a preparar uma resposta ao presidente norte-americano, informou ontem o ministro da Economia alemão.
A Europa não vai ceder a chantagens, garantiu esta segunda-feira Lars Klingbeil, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), numa conferência de Imprensa em Berlim com o homólogo francês, Roland Lescure. A reação pode passar pelo congelamento do acordo aduaneiro entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos ou pela entrada em vigor de taxas sobre produtos norte-americanos importados.
Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, realçou que a Europa quer "evitar uma escalada" e "tentar resolver este problema em conjunto", mas avisou que, no caso de isso não ser possível, poderá "retaliar" de forma a "proteger os interesses europeus".
O comissário europeu Stéphane Séjourné também disse ontem que a Europa deve afirmar o seu poder e defendeu que o instrumento anticoerção funciona como uma arma de dissuasão para permitir o diálogo e evitar a aplicação efetiva das taxas.
Ameaça de Trump
Trump ameaçou oito países europeus que enviaram militares para um exercício na Gronelândia com novas taxas alfandegárias, caso o território autónomo da Dinamarca não seja integralmente vendido aos Estados Unidos. Merz alertou que as tarifas prejudicariam tanto os EUA como a Europa: "Os direitos aduaneiros são normalmente pagos por aqueles que se encontram no país onde as importações são recebidas - neste caso, os consumidores americanos."
Segundo o presidente norte-americano, o Mundo "não estará seguro" até que Washington controle a Gronelândia. Trump considera que a ilha do Ártico é vital para a segurança dos EUA e ameaça tomar o território "de uma forma ou de outra". v

