
Foto: Mohammed Saber/AFP
O movimento islamita palestiniano Hamas declarou-se, esta sexta-feira, aberto à presença de forças estrangeiras na Faixa de Gaza, mas sem ingerência "nos assuntos internos" do território.
"A nossa posição sobre as forças internacionais é clara: nós queremos forças de paz que monitorizem o cessar-fogo, que garantam a sua aplicação e que atuem como um tampão entre o Exército de ocupação (israelita) e o nosso povo na Faixa de Gaza, sem ingerência nos assuntos internos", declarou um porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, citado pela agência de notícias francesa AFP.
O plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas prevê o envio para a Faixa de Gaza de uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês), cuja formação esteve na ordem de trabalhos da reunião inaugural do Conselho de Paz, realizada na quinta-feira em Washington.
Essa força, colocada sob comando norte-americano, poderá integrar até 20 mil soldados, oito mil os quais indonésios.
O general norte-americano Jasper Jeffers, nomeado comandante desta força, anunciou na segunda-feira que cinco países se tinham já comprometido a fornecer tropas: Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia.
Nessa sessão inaugural do Conselho da Paz de Donald Trump, o novo alto representante para Gaza, o diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, anunciou o início do recrutamento de uma nova força de polícia palestiniana em Gaza, sublinhando que duas mil pessoas já se voluntariaram.
Dois países, o Egito e a Jordânia, comprometeram-se a dar formação aos novos agentes policiais.
"O treino das forças policiais palestinianas (...) não é um problema, se o objetivo for manter a segurança interna na Faixa de Gaza e combater o caos que a ocupação (Israel) e as suas milícias estão a tentar criar", sustentou o porta-voz do Hamas.
