Com a retirada israelita, o Hamas voltou a tomar conta da Faixa de Gaza, procurando agora detectar e prender os palestinianos que acusa de colaborarem com Israel. Esta quarta-feira, Obama falou com Abbas e garantiu o empenho dos EUA.
"O serviço de segurança interno foi instruído a rastrear os colaboradores e castigá-los com toda a força", disse Ehab al Ghsain, porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, acrescentando que esses palestinianos "colaboraram com os ocupantes no sentido de diminuir a resistência na Faixa de gaza".
Enquanto a Hamas acusa a Fatah de ter colaborado com Israel na esperança de conseguir voltar a ter o poder absoluto na Faixa de Gaza, a Fatah afirma que o Hamas foi quem mais beneficiou com a invasão.
Recorde-se que o Hamas, grupo radical islâmico, que venceu as eleições palestinianas de 2006, tomou pela força das armas o poder na região costeira da Faixa de Gaza, banindo a Fatah, organização liderada pelo presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas.
A Fatah diz que, desde o fim dos combates entre Israel e o Hamas, em Gaza, milícias do Hamas teriam lançado vários ataques contra integrantes da Fatah, querendo assim perpetuar-se no poder.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama (ver mais noticiário nas páginas 4 e 5), prometeu ontem trabalhar em prol de "uma paz duradoura" no Médio Oriente. A promessa foi feita durante numa conversa por telefone com Mahmoud Abbas.
Segundo o negociador palestiniano e membro da Direcção da Fath, Saeb Erakat, Barack Obama e Abbas "concordaram em trabalhar juntos sem demora para alcançar a paz".
"A mensagem do presidente Barack Obama mostra que ele está ciente de que a única solução para esta terrível tragédia que se passa no Médio Oriente é uma resolução política que garanta os direitos do povo palestiniano", afirmou Erakat.
A ofensiva militar que Israel lançou em 27 de Dezembro com o objectivo declarado de acabar com os disparos de foguetes disparados pelo Hamas desde a Faixa de Gaza, provocou 1 300 mortos (700 civis) e milhares de desalojados.
