
O ancião sami de Skolt, Veikko Feodoroff (à esquerda), o presidente interino do Parlamento Sami, Tuomas Aslak Juuso, o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, e a presidente da Comissão da Verdade e Reconciliação da Finlândia, Hannele Pokka, participam numa conferência de Imprensa em Helsínquia.
Foto: Markku Ulander / Lehtikuva / AFP
O primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, defendeu esta quinta-feira que o seu país deve pedir desculpas formais ao povo sami, depois de a Comissão de Verdade e Reconciliação divulgar um relatório onde documenta décadas de discriminação sistemática.
"Está claro que é necessário apresentar desculpa. Acredito que a primeira tarefa do Parlamento, que incluí todos os partidos, é considerar como e quando se apresentará a desculpa, mas deve ser ampla e valiosa", disse, em declarações a jornalistas.
O documento incluí cerca de 70 propostas para melhorar a situação do povo sami, incluindo a de que o Estado deve assumir a responsabilidade pelas injustiças históricas. A reconciliação, segundo o texto, começa com o reconhecimento de que o Estado finlandês se fundou sobre as terras de dois povos.
A comissão foi designada durante o governo de Sanna Marin, em 2021, para "identificar e avaliar a discriminação histórica e atual" que sofre o povo sami. O documento, que se baseou nos testemunhos de 400 samis, denuncia a supressão do idioma, a marginalização da sua cultura e a expulsão das suas terras tradicionais.
