Hillary Clinton critica política de imigração de Trump: "deve ser resolvida de forma humana"

A atual imigração "deve ser resolvida de forma humana, com fronteiras seguras e sem torturar ou matar pessoas", defendeu
Foto: Alexandra Beier/AFP
A antiga secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton defendeu este sábado uma política de imigração mais humana "e sem torturar ou matar pessoas", numa crítica à atual administração norte-americana republicana do Presidente Donald Trump.
A atual imigração "é disruptiva e desestabilizadora e deve ser resolvida de forma humana, com fronteiras seguras e sem torturar ou matar pessoas", afirmou Hillary Clinton, durante uma intervenção na Conferência de Segurança de Munique, que decorre na Alemanha.
Para Hillary Clinton, que foi candidata presidencial pelo Partido Democrata, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "traiu o Ocidente, traiu os valores humanistas e traiu a carta da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], a Carta Atlântica, a Declaração Universal dos Direitos Humanos".
Hillary Clinton lembrou ainda que nos mandatos presidenciais dos democratas Bill Clinton (1993-2001) e de Barack Obama (2009-2017) "foram deportadas mais pessoas, sem matar cidadãos americanos e sem colocar crianças em campos e detenção", do que no primeiro e atual mandatos de Trump à frente da Casa Branca.
A administração Trump, que assumiu funções em janeiro de 2025, lançou uma operação de repressão à imigração que teve como cenário central desde dezembro passado o estado do Minnesota, no centro-norte dos Estados Unidos.
Em Minneapolis, a maior cidade do Minnesota, milhares de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Proteção de Fronteiras realizaram inúmeras rusgas, que o Governo descreveu como dirigidas a criminosos.
Um grande número de imigrantes e, por vezes, cidadãos norte-americanos, foram presos.
Dois cidadãos norte-americanos, Renee Good e Alex Pretti, foram mortos a tiro por agentes federais no mês passado, o que provocou indignação e protestos generalizados.
A Conferência de Segurança de Munique, cuja 62.ª edição começou na sexta-feira e decorre até domingo, é considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança, em que estão presentes mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.
