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O crescimento percentual de casamentos entre pessoas do mesmo sexo foi cinco vezes superior ao registado em casamentos entre homens e mulheres no Brasil, em 2015.
"Os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que representam 0,5 por cento do total, aumentaram 15,7% em relação ao ano anterior e 51,7% se comparadas a 2013. Já os registos com casais formados por homens e mulheres subiram 2,7% no período de um ano", lê-se numa nota do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados das Estatísticas do Registo Civil mostram que, em 2015, o Brasil contabilizou "1.137.321 casamentos civis, 2,8% a mais que em 2014", sendo que para cada mil brasileiros em idade de casar, sete, em média, optaram por unir-se legalmente.
Segundo o IBGE, "o incentivo à oficialização das uniões por meio de casamentos coletivos decorrentes de parcerias entre prefeituras [câmaras municipais], cartórios e igrejas, contribuiu, em grande medida, para o crescimento do número de casamentos oficiais em alguns estados brasileiros".
Na prática, o casamento entre pessoas do mesmo sexo acontece no Brasil desde 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a equiparação da união homossexual à heterossexual.
Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça determinou que os cartórios brasileiros fossem obrigados a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Segundo as Estatísticas do Registo Civil, em 2015 "houve queda no registo de divórcios concedidos em 1.ª instância ou por escrituras extrajudiciais, passando de 341.181, em 2014, para 328.960 divórcios".
"Houve aumento de 23,7% no volume de óbitos registados no Brasil nos últimos 10 anos, passando de 992.477 registos em 2005 para 1.227.396 em 2015, em razão, sobretudo, do envelhecimento populacional", segundo o IBGE, que deu ainda conta de uma diminuição da mortalidade infantil.
Segundo os dados, nos últimos dez anos, "houve um aumento de 171,4% nos óbitos violentos de mulheres e de 128,7% entre os homens, ambos na faixa de 15 a 24 anos" no Amazonas, e um aumento de 179,4% entre os homens no estado do Sergipe.
Porém, houve uma diminuição neste indicador em estados como Rio de Janeiro e São Paulo.
O IBGE evidenciou ainda "um envelhecimento no padrão de filhos nascidos vivos das mulheres brasileiras", dado que desde 2005 observou-se "um aumento da participação dos nascimentos de mães com 30 e 34 anos e 35 a 39 anos, que representavam, em 2015, 20,3% e 10,5%".
Já a percentagem de mães de 20 a 24 anos desceu de 30,9% em 2005 para 25,14% no ano passado.
