
Balanço é de mil mortos, mas tem estado sempre a subir
Navesh Chitrakar/REUTERS
A Índia, a China e os Estados Unidos anunciaram o envio de equipas e ajuda humanitária para ajudar no socorro às vítimas do forte sismo registado no Nepal.
O mais recente balanço do terramoto já é supeiror a mil mortos, mais de metade dos quais na capital, Katmandu, e mais de 1700 feridos.
Na Índia, onde o sismo foi sentido em vários locais e provocou pelo menos 36 mortos, o governo anunciou a partida de um avião C-130 com uma equipa de emergência a bordo e de um C-17 com material hospitalar para Katmandu.
Mais ajuda humanitária vai ser enviada pela Índia nas próximas horas, segundo o jornal indiano "The Hindu".
Na China, o diário oficial do Exército Popular noticiou que o governo chinês vai enviar uma equipa de 40 especialistas em resgates e seis cães treinados para este tipo de operações.
Nos Estados Unidos, a agência federal de ajuda USAID anunciou que vai enviar uma equipa de socorro e desbloquear uma ajuda de emergência de um milhão de dólares para dar resposta às necessidades mais urgentes.
O sismo registou-se às 11.56 horas locais (07.11 horas em Portugal continental) e teve o seu epicentro a cerca de 80 quilómetros da capital, Katmandu, a apenas uma dezena de quilómetros de profundidade.
O organismo de vigilância geológica norte-americano (US Geological Survey) estabeleceu inicialmente a magnitude em 7,5 na escala de Richter, subiu-a depois para 7,9 e voltou entretanto a baixá-la, para 7,8.
Após o sismo registaram-se pelo menos 16 réplicas, de magnitudes entre 4,2 e 6,6.
A zona da capital nepalesa foi aparentemente a mais duramente atingida, registando mais de metade (634) dos mortos já confirmados pelas autoridades.
Vários edifícios, muitos deles monumentos antigos, foram reduzidos a escombros em Katmandu, incluindo a simbólica torre Dharahar, de 50 metros de altura, construída no século XIX, que ruiu por completo.
O terramoto provocou por outro lado uma avalancha numa das montanhas dos Himalaias que atingiu um campo base do Monte Evereste.
O primeiro balanço da avalancha avançado pelas autoridades nepalesas indica que pelo menos 10 pessoas morreram, entre as quais alpinistas estrangeiros. A imprensa indiana noticiou por seu lado que uma equipa de montanhismo do exército indiano encontrou 18 cadáveres no Evereste.
Abril é um dos meses de maior afluência de alpinistas ao Evereste e, segundo o Ministério do Turismo do Nepal, estariam atualmente na zona pelo menos mil montanhistas, entre os quais cerca de 400 estrangeiros.
O sismo foi ainda sentido na Índia (36 mortos), China (12), Tibete (cinco), Bangladesh (dois) e Paquistão.
