
O presidente do Conselho Europeu e a presidente da Comissão Europeia em Beirute
Foto: Wael Hamzeh/EPA
As Forças da Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) atacaram, esta sexta-feira, "objetivos terroristas do Hezbollah em várias zonas do Líbano", em dia de visita dos dirigentes europeus António Costa e Ursula von der Leyen àquele país.
O presidente do Conselho Europeu e a presidente alemã da Comissão Europeia fizeram uma primeira paragem oficial na Síria para uma reunião com o presidente, Ahmed al Sharaa, e deslocaram-se depois a Beirute para um encontro com o líder libanês, Joseph Aoun, tendo sido recebidos pelo primeiro-ministro libanês Nawaf Salam.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abas Araqchi, declarou também em Beirute que Teerão não quer entrar numa nova guerra, mas garantiu que a República Islâmica está "preparada" para isso, caso haja novos ataques de Israel ou dos Estados Unidos da América (EUA) contra o seu território.
As forças militares israelitas atacaram ainda quinta-feira o sul do Líbano já depois de outra ofensiva contra um alegado membro do grupo islamista radical pró-iraniano em Juaiya.
Joseph Aoun acusou as autoridades israelitas de agirem para boicotar e frustrar os esforços e tentativas do seu governo, bem como de outros atores "regionais e internacionais", para a consolidação do cessar-fogo acordado entre as partes.
Quinta-feira, o governo de Benjamin Netanyahu considerou que os esforços do Líbano para desarmar os radicais do Hezbollah "são um começo encorajador, mas longe de suficientes". O exército do Líbano anunciara ter concluído "a primeira fase" do seu plano para desarmar o Hezbollah, abrangendo a área entre a fronteira israelita e o rio Litânia, a cerca de 30 quilómetros a norte.
Apesar do cessar-fogo em vigor entre as partes desde novembro de 2024, Israel tem realizado ataques aéreos regulares contra o Hezbollah em território libanês.
O acordo pôs fim a dois meses de guerra aberta entre Israel e o Hezbollah, durante os quais o líder histórico do movimento, Hassan Nasrallah, e outros comandantes foram mortos através de ataques aéreos.
A guerra estalou após um ano de troca de tiros ao longo da fronteira entre o Líbano e Israel, devido à ofensiva israelita na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque terrorista do movimento islamista palestiniano Hamas, em de 7 de outubro de 2023.
