
Anúncio surgiu após Exército israelita ter identificado os restos mortais do penúltimo refém que estava retido em Gaza
Foto: Eyad Baba / AFP
Israel enviou esta quinta-feira uma delegação ao Cairo para negociar o repatriamento do corpo do último refém ainda retido na Faixa de Gaza, anunciou o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
"Por ordem do primeiro-ministro Netanyahu, uma delegação viajou esta quinta-feira de manhã para o Cairo e manteve conversações com mediadores com o objetivo de garantir o repatriamento imediato do último refém, o falecido sargento Ran Gvili", referiu o comunicado divulgado pelo gabinete governamental.
Segundo a mesma nota, após a reunião foi acordado "intensificar imediatamente os esforços" para assegurar o regresso do corpo do militar israelita.
A delegação israelita enviada ao Egito integrou representantes do Exército, do Shin Bet (serviços de segurança interna) e da Mossad (serviços secretos israelitas).
Este anúncio surge no dia em que o Exército israelita indicou ter identificado os restos mortais do penúltimo refém que estava retido em Gaza, um cidadão tailandês de 42 anos.
O Egito, o Qatar, a Turquia e os EUA atuam como mediadores e garantes da frágil trégua que entrou em vigor em 10 de outubro, após dois anos de guerra, que o Hamas e Israel se acusam mutuamente de violar desde então.
A primeira fase do cessar-fogo incluía a troca de reféns (vivos e mortos) ainda mantidos na Faixa de Gaza por prisioneiros palestinianos em posse de Israel, a retirada parcial das tropas israelitas no território e acesso de ajuda humanitária.
As próximas etapas do plano, que ainda faltam ser negociadas, preveem a continuação da retirada israelita, o desarmamento do Hamas e o estabelecimento de um "conselho da paz" para gerir a Faixa de Gaza e o destacamento de uma força internacional.
A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 70 mil mortos, na maioria civis, segundo as autoridades locais, a destruição de quase todas as infraestruturas do território, um desastre humanitário e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
