
Jonty Bravery tinha 17 anos quando empurrou o menino de seis anos sobre o gradeamento do convés de observação do Tate Modern, em Londres
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O jovem condenado a prisão perpétua por atirar uma criança francesa do décimo andar do museu Tate Modern em Londres, em 2019, não era considerado perigoso na altura do incidente, apesar de apresentar historial de violência, revela um relatório.
Uma revisão do caso de Jonty Bravery, um rapaz autista de 19 anos que estava ao cuidado de uma instituição especializada, foi realizada pelas autoridades locais.
O relatório indica que o jovem tinha cometido várias agressões nos dois anos que antecederam este caso, segundo a agência noticiosa inglesa PA.
Um ano antes do incidente no museu, o pai de Bravery tinha chamado a polícia a sua casa, alegando que o filho tinha intenções homicidas. Quando a polícia respondeu, o jovem agrediu um agente.
Jonty Bravery terá também agredido um empregado de um restaurante de 'fast food' e uma assistente social.
De acordo com o relatório, o comportamento do jovem aparentava estar normalizado na altura do incidente pois não existiam "provas recentes de que ele representasse um risco para outras crianças ou adultos que lhe fossem desconhecidos".
"Foi neste contexto que lhe foram gradualmente dadas mais liberdades, o que lhe permitiu viajar para o centro de Londres desacompanhado no dia do incidente", concluiu o documento.
Jonty Bravery tinha 17 anos quando empurrou o menino de seis anos sobre o gradeamento do convés de observação do museu de arte moderna, no dia 4 de agosto de 2019.
A criança, que estava de férias em Londres com os seus pais, caiu num telhado do quinto andar, cerca de 30 metros abaixo.
Apesar de ter sobrevivido, sofreu uma hemorragia cerebral e múltiplas fraturas na coluna vertebral, nas pernas e nos braços.
No mês passado, a família da vítima disse que o rapaz, que está em reabilitação, tinha sido capaz de dar "os seus primeiros passos por conta própria".
A família também afirmou, num sítio de angariação de fundos, que o rapaz melhorou bastante e que "está a respirar cada vez mais".
Jonty Bravery foi condenado a prisão perpétua por tentativa de homicídio em junho de 2020, com uma pena mínima de 15 anos.
