Razman Kadyrov, líder checheno negou esta quarta-feira a presença de militares chechenos oficialmente enviados para a cidade de Donetsk para apoiar os separatistas pró-russos. A eventual presença dos chechenos no país acontece "por conta própria".
O líder checheno Razman Kadyrov negou ter enviado tropas para a Ucrânia para apoiar os separatistas. "Há informações ucranianas a circular que dizem que algumas unidades chechenas invadiram Donetsk. Eu declaro oficialmente que isto não é verdade".
Kadyrov acrescentou ainda que como parte da federação Russa "o país não tem forças armadas e que não há nenhuns chechenos a operar na Ucrânia" e que "se alguém viu um checheno na zona de conflito, ele estava lá por conta própria".
Alexander Borodai, auto-proclamado "primeiro-ministro" separatista de Donetsk disse, numa conferência de Impensa, que "os chechenos protegem o povo russo em Donetsk e Lugansk porque consideram estas terras como a sua casa".
Segundo o jornal "Financial Times", na última terça-feira, dezenas de militares chechenos terão sido enviados para o território ucraniano para ajudar as tropas separatistas pró-russas.
Este militares foram vistos perto de um hospital regional da cidade de Donestk e confirmaram que faziam parte de uma unidade chechena enviada pelo presidente do país, Razman Kadyrov. "O nosso presidente deu a ordem. Eles chamaram-nos e nós viemos", disse um dos militares de 33 anos chamado Zelimkhan informando ainda sobre o nome da unidade "Dikaya Diviziya".
Outro militar checheno presente no local acusou as tropas ucranianas de ter morto um indivíduo do grupo e ter ferido outros quatro num ataque aéreo, ao que respondeu: "Nós não vamos esquecer isso. Nós vamos acabar com a vida deles (ucranianos) pela vida do nosso irmão".
