
A juíza Margaret Garnett rejeitou as duas acusações na base do pedido de pena de morte para Luigi Mangione
Foto: Michael M. Santiago/Getty Images via AFP
Uma juíza federal decidiu, esta sexta-feira, que o suspeito do homicídio do chefe do maior grupo de seguros de saúde norte-americano em Nova Iorque, em 2024, não poderá ser condenado à pena de morte.
A juíza Margaret Garnett rejeitou as duas acusações na base do pedido de pena de morte para Luigi Mangione, homicídio e uso de uma pistola equipada com silenciador, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
Mangione, 27 anos, ainda enfrenta acusações federais de perseguição, que lhe podem valer uma pena máxima de prisão perpétua.
Também continua a ser processado por homicídio noutro processo no estado de Nova Iorque, no qual também enfrenta uma pena de prisão perpétua.
A decisão impede a tentativa da administração Donald Trump de ver Mangione executado pela morte do presidente da UnitedHealthcare, Brian Thompson, que descreveu como um "homicídio premeditado e a sangue frio que chocou os Estados Unidos".
Thompson, 50 anos, foi morto a tiro em 4 de dezembro de 2024, quando caminhava para um hotel em Manhattan para a conferência anual de investidores do grupo UnitedHealth.
Vídeos de vigilância mostraram um atirador mascarado a disparar contra Thompson pelas costas, de acordo com a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).
Segundo a acusação, Mangione agiu por vingança contra o setor das seguradoras e deixou mensagens escritas na munição utilizada.
Foi detido cinco dias depois num restaurante na Pensilvânia.
Mangione declarou-se inocente, mas a acusação de homicídio em segundo grau pode resultar numa pena que varia entre 15 anos e prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.
Foi a primeira vez que o Departamento de Justiça tentou aplicar a pena de morte no segundo mandato do presidente Donald Trump.
O líder republicano regressou ao cargo há um ano com a promessa de retomar as execuções federais depois de terem sido interrompidas sob a presidência do antecessor, Joe Biden.
A juíza Margaret Garnett, nomeada por Biden, anunciou a decisão após uma série de requerimentos judiciais da acusação e da defesa nos últimos meses.
