
Presidente do Brasil, Lula da Silva
Foto: Andre Borges/EPA
O chefe de Estado do Brasil pediu esta segunda-feira ao homólogo norte-americano o "fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado". Numa conversa telefónica, Lula da Silva apelou ainda a Donald Trump que o Conselho da Paz se limite à questão de Gaza e inclua um lugar para a Palestina.
Durante uma conversa telefónica que durou cerca de 50 minutos, Lula da Silva reiterou a proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.
O chefe de Estado brasileiro "manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras". De acordo com o Palácio do Planalto, "a proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano".
Em dezembro, os dois líderes já tinham abordado este tema, com Lula da Silva a dizer que era "urgente" o reforço da cooperação entre os dois países contra o crime organizado. Dias depois dessa conversa, o Governo brasileiro identificou mais de uma dezena de fundos norte-americanos que lavam dinheiro do crime organizado do Brasil.
Outro tema abordado foi o Conselho da Paz, recentemente anunciado por Trump. "Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe no Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina", sublinhou a Presidência brasileira.
Nesse contexto, o chefe de Estado brasileiro reforçou a importância de uma reforma das Organização das Nações Unidas "que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança".
Numa conversa, em que os dois líderes "saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros", Lula da Silva e Donald Trump falaram ainda sobre a Venezuela.
O chefe de Estado brasileiro "ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", acrescentando que ambos "acordaram a realização de uma visita do presidente, Lula [da Silva] a Washington" após a viagem à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, "em data a ser fixada em breve".
Na sexta-feira, Lula da Silva, acusou o homólogo norte-americano de querer "criar uma nova ONU", na qual "ele, sozinho, é o dono".
Na conversa de hoje, os dois chefes de Estado "trocaram informações sobre indicadores económicos dos dois países, que apontam boas perspetivas para as duas economias. "Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros", frisou o Governo brasileiro, acrescentando ainda que ambos "acordaram a realização de uma visita do Presidente, Lula [da Silva] a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve".
