
Mahsa Amini morreu a 16 de setembro de 2023
AFP
Um ano após a morte da jovem que inspirou manifestações em todo o país, o Irão quer aprovar uma lei que prevê até dez anos de prisão para mulheres que não usem hijab. Protestos resultaram em milhares de detenções e não trouxeram mudanças estruturais à sociedade.
O precoce último suspiro de Mahsa Amini, a 16 de setembro de 2022, fez emergir um período de insubordinação que já não era observado desde a revolução de 1979. Aos 22 anos, a jovem foi brutalmente agredida pela polícia da moralidade por, alegadamente, ter sido vista a fazer o uso incorreto do hijab (véu islâmico), acabando por morrer. As manifestações contra o regime de Ali Khamenei seguiram o habitual método de esmagamento da dissidência e resultaram na morte de mais de 500 pessoas, bem como na detenção de cerca de 20 mil. Doze meses depois, o medo alimentou o silêncio e o cenário pode mesmo piorar, já que as autoridades políticas pretendem aprovar um pacote legislativo que prevê 10 anos de prisão para as mulheres que não usem hijab.
