
Refugiados sírios que chegam à costa da ilha grega de Chios
TOLGA BOZOGLU/EPA
Mais de 410 mil pessoas requereram, pela primeira vez, asilo na União Europeia no 3.º trimestre do ano, quase o dobro em relação ao trimestre anterior.
Entre julho e setembro deste ano, o número de pedidos para proteção internacional foi de 413800, traduzindo uma subida de 94% em relação ao trimestre anterior, quando o número foi de 213200.
Em Portugal, registou-se um decréscimo de 12% entre os dois trimestres, com as 220 pessoas que pediram asilo, no 3.º trimestre, a Lisboa a representarem 0,1% das solicitações à União Europeia.
Os números indicam que lideram os pedidos a Portugal os ucranianos (85), chineses (30) e paquistaneses (25).
No 3.º trimestre, o número de sírios e iraquianos que solicitou asilo mais do que triplicou, na comparação com o trimestre anterior, com o registo de 138 mil e 44500 pessoas, respetivamente. As solicitações afegãs duplicaram, ultrapassando as 56500.
Estas três nacionalidades representaram mais de metade dos primeiros pedidos.
Por seu lado, Alemanha (108305) e Hungria (108085) receberam mais de 50% das solicitações totais, entre julho e setembro, seguindo-se, como Estados-membros com maior procura, a Suécia (42500), Itália (28400) e Áustria (27600).
Em termos percentuais, foi a Finlândia que teve maior crescimento (842%). A Hungria registou 231%, a Suécia 197%, a Bélgica 191% e o Luxemburgo 154%.
A proporção dos pedidos por habitante foi mais elevada na Hungria (10974 pedidos por milhão de habitante), à frente da Finlândia (4362 por milhão), Áustria (3215), Finlândia (2765), Alemanha (1334), Bélgica (1301) e Luxemburgo (1108).
Já a menor proporção observou-se na Eslováquia (três pedidos por milhão de habitantes), Croácia (8), Roménia (14) e Portugal (21).
Ao abrigo do mecanismo de recolocação de 160 mil refugiados, os números divulgados pela Comissão Europeia indicam terem ido 49 pessoas para a Finlândia, 19 para França, 11 para a Alemanha, 12 para Espanha, 39 para a Suécia e 30 para o Luxemburgo, num total de 160.
O executivo comunitário fez ainda saber que entre setembro e novembro foram repatriadas 658 pessoas.
