
Primeira oração de sexta-feira do mês sagrado do Ramadão na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém
ALAA BADARNEH/EPA
Mais de cem mil muçulmanos reuniram-se na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém para participar na primeira oração de sexta-feira do mês sagrado do Ramadão, perante um forte dispositivo da polícia de Israel.
A oração foi observada sem incidentes, apesar de algumas restrições à população no posto de controlo militar de Qalandia, entre Jerusalém e Ramallah (Cisjordânia), segundo a agência oficial de notícias palestiniana WAFA.
A participação no evento religioso deste ano aumentou quase para o dobro porque as autoridades levantaram as medidas de restrição que tinham sido aplicadas nos anos anteriores, por causa da pandemia de covid-19.
O comandante da Polícia de Israel em Jerusalém, Doron Turgeman, saudou o tom pacífico da cerimónia, lembrando que o país vive um "período delicado e complexo".
A recente cimeira de segurança israelo-palestiniana - realizada no fim de semana passado, na cidade termal egípcia de Sharm el Sheikh - teve como principal objetivo o estabelecimento de uma série de medidas imediatas para aliviar a tensão durante o mês do Ramadão, após meses de derramamento de sangue devido às operações israelitas na Cisjordânia ocupada.
A oração também passou entre apelos à unidade, como aquele que foi feito por Shmuel Rabinovitch, rabino do Muro das Lamentações e dos Lugares Sagrados de Jerusalém, que estendeu "uma mão de reconciliação e fraternidade entre os crentes, na Cidade Velha de Jerusalém e em toda a Terra de Israel".
"Gostaria de fazer um apelo daqui aos líderes religiosos das comunidades de crentes em Jerusalém: Deus nos livre de transformar esta cidade sagrada num banho de sangue", concluiu o rabino.
