
Refugiados do Sudão do Sul já são mais de um milhão
James Akena/Reuters
Mais de um milhão de sudaneses do sul fugiram para países vizinhos devido à violência no seu país, segundo um balanço da agência da ONU para os refugiados.
"O número de refugiados do Sudão do Sul que estão em países vizinhos ultrapassou a marca de um milhão esta semana, incluindo as 185 mil pessoas que fugiram do país desde o início da nova onda de violência em Juba, capital do país, a 8 de julho", disse um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), em Genebra.
O Sudão do Sul junta-se assim aos outros três países que têm mais de um milhão de refugiados, nomeadamente a Síria, o Afeganistão e a Somália, de acordo com o ACNUR.
Além disso, cerca de 1,61 milhões de sul-sudaneses saíram de suas casas para buscar refúgio em outras regiões do país.
O Sudão do Sul tem sido devastado por uma guerra civil desde dezembro de 2013 e uma nova onda de violência eclodiu em julho.
A maioria dos novos refugiados registados pelo ACNUR tem cruzado a fronteira para o Uganda. Também estão a refugiar-se na Etiópia, no Quénia, na República Democrática do Congo (RDC) e na República Centro-Africana.
O Sudão do Sul tornou-se independente em julho de 2011 depois da divisão do Sudão em dois países, após 25 anos de guerra civil. Entretanto, mergulhou novamente numa guerra civil em dezembro de 2013, um conflito que já causou dezenas de milhares de mortos e ficou marcado por atrocidades, incluindo massacres de caráter étnico.
Além disso, cerca de cinco milhões de sudaneses do sul, ou mais de um terço da população, está a passar por uma situação de insegurança alimentar "sem precedentes", segundo a ONU.
