
Zohran Mamdani, autarca de Nova Iorque desde 1 de janeiro, ligou ao presidente dos EUA para se opor aos ataques na Venezuela e à detenção de Nicolás Maduro
Foto: Dave Sanders/EPA
O novo autarca de Nova Iorque contactou o presidente dos EUA para expressar oposição a ações militares norte-americanas e à detenção de Nicolás Maduro, destacando a segurança da comunidade venezuelana na cidade. Zohran Mamdani considera que Donald Trump violou a lei internacional.
O novo autarca de Nova Iorque, Zohran Mamdani, telefonou pessoalmente ao presidente Donald Trump para manifestar oposição às recentes operações militares norte-americanas na Venezuela e à captura de Nicolás Maduro.
"Liguei ao presidente e falei com ele diretamente para registar a minha oposição a este ato", declarou Mamdami numa conferência de Imprensa no sábado, acrescentando que é contra a "procura de mudança de regime e a violação da lei federal e internacional".
A chamada, breve e iniciada pelo próprio autarca, não teve comentários imediatos da Casa Branca. "Registei a minha posição, deixei claro e ficámos por aí", disse ainda.
Limites da influência municipal
O novo líder da cidade de Nova Iorque reconheceu que a sua capacidade de intervenção sobre a situação de Maduro é limitada, mesmo com o líder venezuelano e um eventual julgamento em Manhattan. "É minha responsabilidade assegurar que as ações do Governo federal tenham o mínimo impacto no dia a dia dos nova-iorquinos", explicou.
Embora tenha sido crítico do apoio dos EUA a operações militares em Gaza, Zohran Mamdani tinha feito poucos comentários sobre política latino-americana até agora. Apesar de se identificar como socialista, tal como Maduro, destacou as diferenças claras entre as suas políticas e as do Executivo venezuelano. Em entrevista no outono passado, o presidente da Câmara de Nova Iorque referiu que Maduro "fez muitas coisas horríveis" e que governa de forma repressiva.
O líder municipal centrou a atenção na comunidade venezuelana em Nova Iorque. "Esta evidente procura de mudança de regime afeta não só quem está no estrangeiro, mas também milhares de nova-iorquinos, incluindo dezenas de milhares de venezuelanos que vivem na cidade. O meu foco é a segurança deles e de todos os residentes", afirmou.
Mamdami garantiu que vai acompanhar de perto os acontecimentos e orientar os nova-iorquinos sobre como lidar com os efeitos das ações americanas.

