
Quase metade (49%) dos franceses diz-se a favor de um regresso de Dominique Strauss-Kahn à vida política, face aos 45% que estão contra, indica uma sondagem publicada este domingo.
A proporção é maior entre os simpatizantes da esquerda, onde 60% está a favor do regresso de Strauss-Khan e 38% contra, e ainda ligeiramente maior entre os que se definem como votantes socialistas, revela a sondagem da Harris Interactive, publicada este domingo pelo "Le Parisien".
Ainda assim, apenas 43% dos socialistas querem alterar o calendário das primárias do seu partido, que obriga os eventuais candidatos a apresentarem-se antes do próximo dia 13 de Julho, contra 49% que pensam o contrário.
Após a reviravolta no processo contra o ex-director geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o debate político na França centra-se num eventual regresso de DSK para tentar ganhar as eleições presidenciais de 2012.
A próxima presença de Strauss-Kahn no tribunal federal norte-americano que o acusou de agressão sexual a uma empregada de hotel ocorre a 18 de Julho, cinco dias depois de terminar o prazo oficial para apresentar-se às primárias socialistas em França. DSK ainda não tem autorização para sair do território norte-americano.
Os candidatos François Hollande, ex-líder do Partido Socialista (PS), e Ségolène Royal, ex-candidata presidencial, manifestaram-se dispostos a alargar o calendário para que DSK possa candidatar-se.
Por seu lado, Martine Aubry, também candidata às primárias do PS, ainda não se pronunciou.
Há dois dias um tribunal norte-americano decidiu que o antigo director-geral do FMI vai poder ficar em liberdade condicional. Em causa, ainda está a suspeição de crime sexual num hotel norte-americano, mas numa sessão extraordinária de julgamento o juiz valorizou alegadas inconsistências nas declarações da testemunha da acusação e pronunciou-se por uma libertação.
