
Os mineiros mostraram-se "emocionados" pelo que admitiram ser o "inesperado" apoio dos madrilenos
Juan Medina/Reuters
Cerca de 300 mineiros que participaram, nos últimos 20 dias, numa "marcha negra" de 400 quilómetros desde vários pontos de Espanha, estão concentrados na Praça Colon, no centro de Madrid, de onde partirá, esta quarta-feira, a manifestação final de protesto.
Os mineiros viajaram em autocarro a partir do Complexo Desportivo da Universidade Complutense de Madrid, onde pernoitaram depois de participar, na noite de terça-feira e na madrugada desta quarta-feira, numa manifestação a que se somaram milhares de madrilenos e que terminou na Puerta del Sol.
Esta quarta-feira os mineiros terão o apoio de centenas de pessoas que viajaram em autocarro de todas as zonas mineiras de Espanha e que, em conjunto, se dirigirão depois para o Ministério da Industria.
À saída da Universidade Complutense, os mineiros mostraram-se "emocionados" pelo que admitiram ser o "inesperado" apoio dos madrilenos durante a manifestação até à Puerta del Sol, num protesto noturno marcado pelas luzes acesas dos seus capacetes.
Para os responsáveis do protesto foi uma vitória e uma demonstração do apoio social conseguido na jornada de "marcha negra", ponto alto de uma greve indefinida no setor do carvão que afeta várias zonas do norte de Espanha, especialmente nas Astúrias, desde maio.
"O Governo tem que tomar nota de como estão as coisas, do apoio que temos tido. À noite demonstrou-se que as pessoas estão a passar mal e eles têm que ver isto", disse um dos mineiros.
