
Whittier, no Alasca, é destino popular entre turistas nos meses de verão
Foto: Hasan Akbas/Anadolu via Getty Images
Em Whittier, pequeno povoado de aproximadamente 200 habitantes no Alasca, Estados Unidos, 80% das pessoas vivem no mesmo edifício, a Torre Begich, prédio de 14 andares com apartamentos e serviços vários que o tornam quase autossuficiente.
Construída no final da década de 1950, a Torre Begich - robusto bloco habitacional amarelo, cor de rosa e azul - inclui, além da oferta residencial, um supermercado, um posto dos correios, uma igreja comunitária, uma lavandaria e até um túnel subterrâneo ligado à escola da cidade, que permite que as crianças vão para as aulas sem terem de passar pela intempérie de um inverno onde as temperaturas mínimas atingem os 21 graus negativos, os ventos chegam aos 96 quilómetros por hora e há nevões com mais de seis metros.
Fora do edifício, resistem apenas algumas famílias em moradias unifamiliares, localizadas a escassos metros entre si, e apoiadas por uma pequena rede de infraestruturas que serve tanto habitantes como turistas que chegam no verão, escreve a "Europa Press", que, no final de janeiro, contou a história desta cidade a propósito da viagem de um criador de conteúdos digitais, o espanhol Luis Arturo Villa, que partilhou os encantos de Whittier nas redes sociais.
Acesso limitado por túnel
Para chegar a Whittier, é necessário atravessar o Túnel Memorial Anton Anderson, via subterrânea de quatro quilómetros que atravessa a montanha de Maynard e que tem a peculiaridade de possibilitar a passagem de veículos apenas num sentido de cada vez, o que faz com que a circulação seja regulada por horários específicos, por forma a permitir a passagem de quem vem e de quem vai. Para turistas, o acesso custa 13 dólares (aproximadamente 12,50 euros) no trajeto de ida e volta.
Com origem na Segunda Guerra Mundial, a cidade de Whittier foi desenvolvida como um porto estratégico de águas profundas para o transporte de tropas e suprimentos. Em 1943, foi construído um carril ferroviário (entretanto convertido em túnel rodoviário) que se ligava a outras cidades do Alasca.
Hoje em dia, mesmo que a comunidade mantenha um número pequeno de residentes efetivos, a população multiplica-se durante os meses de verão: entre maio e setembro, os cruzeiros param em Whittier entre duas e três vezes por semana, atraindo visitantes que procuram explorar os glaciares e a natureza da região, popular para a prática de atividades como navegação, pesca, caiaque e camping.

