
Foto: Light Oriye Tamunotonye/AFP
O regime militar do Níger anunciou, este sábado, a "mobilização geral" e requisições de pessoas e de bens para combater os grupos jiadistas no país.
O Níger é, desde 2023, dirigido por uma junta militar na sequência de um golpe de Estado.
Há cerca de uma década que o país é assolado por ataques de grupos jiadistas ligados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico, tendo morrido perto de duas mil pessoas este ano, segundo a organização não-governamental Armed Conflict Location & Event Data, que monitoriza conflitos em todo o mundo.
O projeto de decreto-lei, aprovado pelo Conselho de Ministros na sexta-feira, institui "a mobilização geral" para a defesa da pátria, "no quadro da organização do seu exército". "Podem ser requisitados, durante a mobilização geral, pessoas, bens e serviços para contribuir para a defesa da pátria, no respeito pela legislação e regulamentação em vigor", refere um comunicado divulgado hoje.
Qualquer cidadão é obrigado a "responder imediatamente à ordem de mobilização ou de remobilização, a cumprir sem demora as medidas de defesa da pátria e a submeter-se à requisição", acrescenta o Governo.
A junta militar justifica as medidas com a "necessidade de preservar a integridade do território nacional" e de "proteger as populações", bem como "as instituições e os interesses vitais do Estado contra qualquer ameaça interna ou externa".
