
Violência generalizada em várias regiões mexicanas
Foto: AFP
O Jalisco Nueva Generación (CJNG) é uma das organizações do narcotráfico mais poderosas do México em termos de capacidade militar, recrutamento e armas, cujo leque de negócios se expandiu à extorsão, roubo de combustível e tráfico humano.
Destacou-se pela violência sofisticada, com drones armados e engenhos explosivos improvisados, e por ataques diretos às autoridades, como o abate de um helicóptero militar em 2015. A operar em grande parte dos EUA, o CJNG é um dos principais responsáveis pela entrada de heroína, cocaína, metanfetaminas e fentanil no país.
A reação à morte do líder destacou o poder do cartel. É a organização criminosa predominante em vários estados, mas em alguns está em conflito com rivais. As autoridades não esperavam o alcance nacional da violência, com a ativação de células por todo o país.
"El Mencho" tinha presença dominante no CJNG e não contava com sucessores claros. O filho mais velho cumpre prisão perpétua nos EUA e a morte cria um vazio de poder, cujo desfecho permanece incerto: o cartel poderá operar sem líder, fragmentar-se ou enfrentar disputas internas pelo comando (como sucede no cartel de Sinaloa).
"El Mencho" cumpriu pena nos EUA por tráfico

Nemesio Oseguera Cervantes, ex-polícia de 59 anos, natural do estado de Michoacán, liderava o cartel Jalisco Nueva Generación, uma das organizações criminosas de crescimento mais rápido no México.
Os seus laços ao crime organizado remontam a pelo menos três décadas. Em 1994, foi condenado nos EUA por tráfico de heroína e cumpriu três anos de prisão. Após regressar ao México, fundou, em 2009, o CJNG, que se expandiu rapidamente no tráfico e no contrabando de migrantes para os EUA.
