O triunfo das trabalhadoras de limpeza do Guggenheim Bilbau após nove meses de greve

Trabalhadoras protestavam há nove meses
Sindicato ELA
Ao fim de 285 dias em greve, as trabalhadoras de um museu de Bilbau, em Espanha. conseguiram um aumento salarial de 20% e o fim dos contratos de trabalho a tempo parcial.
As funcionárias de limpeza do Museu Guggenheim Bilbao, na cidade basca de Bilbau, puseram fim à greve de mais de nove meses depois de, na segunda-feira, terem chegado a acordo com a empresa Ferrovial, no qual se inclui um aumento salarial de 20% e a eliminação dos contratos de trabalho a tempo parcial.
O sindicato ELA negociou com a empresa em representação das 18 mulheres que trabalham na limpeza do museu, um dos cinco pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo inteiro. De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a valorização salarial acontecerá progressivamente até 2024 e todas as trabalhadoras terão horário de trabalho completo, passando a haver, em alguns casos, aumentos de 46% no vencimento mensal.
Recebiam quase menos 50% do que os homens
A greve começou a 11 de junho de ano passado por causa das parcas condições laborais então verificadas: a média salarial das trabalhadoras - que em grande parte estava empregada no museu desde a sua inauguração, há 20 anos - rondava os 600 euros mensais. Entre outras reivindicações, o grupo exigia melhores salários e a eliminação da disparidade salarial existente em relação aos funcionários da Ferrovial que fazem a limpeza das ruas, maioritariamente homens, relativamente aos quais a diferença é de 7941 euros por ano (menos 49,8%), aponta o sindicato.
Este acordo insere-se na campanha do sindicato basco contra a precariedade, que visa acabar com os salários inferiores a 18 mil euros anuais e a parcialidade dos contratos de trabalho (que afeta sobretudo as mulheres), explica a EFE. Também prevê a realização de um estudo de medição de tempo e carga de trabalho para evitar sobrecargas e determinar o pessoal necessário para realizar as tarefas com os padrões de qualidade estabelecidos pelo museu.
A delegada sindical Carmen Casas comunicou à imprensa espanhola que as trabalhadoras estão satisfeitas com o acordo, mas que esperavam um aumento salarial maior.
