
Foram incluídos na lista de presos políticos pessoas cujos familiares não o tinham afirmado ou por medo ou porque o desconheciam
Foto: Federico Parra / AFP
A organização não governamental (ONG) Foro Penal, que lidera a defesa jurídica dos presos políticos na Venezuela, assegurou segunda-feira que ainda existem mais de 600 destes detidos no país, depois das 444 libertações ocorridas desde 8 de fevereiro.
"Em todo o caso, existem mais de 600 pessoas", disse o presidente da ONG, Alfredo Romero, na proximidade do comando da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), em Caracas, onde dez mulheres familiares de presos políticos permanecem em greve de fome desde sábado.
Romero indicou que foram incluídos na lista de presos políticos pessoas cujos familiares não o tinham afirmado ou por medo ou porque o desconheciam ou "nem sequer sabiam onde estavam" detidos.
Em 8 de fevereiro, Juan Pablo Guanipa, ex-deputado próximo da Nobel da Paz Maria Corina Machado, e Perkins Rocha, ex-assessor jurídico da maior coligação opositora.
Contudo, estes dois opositores estão sob prisão domiciliária.
Em 6 de fevereiro, o presidente do Parlamento, Jorge Rodriguez, prometeu a libertação de "todos", uma vez aprovada a lei da amnistia, o que deveria ter ocorrido na sexta-feira passada.
Contudo, o poder legislativo, controlado pelos chavistas, adiou para esta semana o segundo e último debate necessário para a aprovação da lei.
O processo de libertações e a discussão de uma amnistia em um "novo momento político", anunciado pela presidente, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo depois de os EUA terem raptado Nicolás Maduro, com uma operação militar em Caracas em janeiro.
