
Segundo a ONU, 96 civis foram mortos, incluindo 13 mulheres, 16 homens e 67 crianças, e outros 120 ficaram feridos
STR/EPA
O ataque de sábado contra uma coluna de autocarros, que retiravam civis e combatentes de duas localidades no norte da Síria e que causou quase cem mortos, pode ter sido um crime de guerra.
"Este ataque contra civis inocentes pode ter sido um crime de guerra", disse numa conferência de imprensa o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas Rupert Colville, acrescentando que não está claro quem foi o responsável pelo ataque.
Rupert Colville também referiu que há imagens prévias à explosão que mostram um homem a distribuir doces a um grupo de crianças.
Segundo a ONU, 96 civis foram mortos, incluindo 13 mulheres, 16 homens e 67 crianças, e outros 120 ficaram feridos.
O ataque aconteceu sábado, quando um bombista suicida que conduzia uma camioneta com ajuda alimentar a fez explodir perto de 75 autocarros estacionados em Rashidin, zona rebelde nos arredores de Alepo, segundo a organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Os autocarros transportavam 5.000 pessoas retiradas na sexta-feira de Foua e Kafraya, duas localidades controladas pelo Governo sírio que estavam cercadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico, ao abrigo de um acordo entre regime e oposição.
As pessoas retiradas na sexta-feira estavam paradas naquele local devido a desentendimentos que impediram que seguissem viagem.
Na sexta-feira, para além daquelas 5.000 pessoas, mais 2.200 foram retiradas das localidades de Madaya e Zabadani, controladas pelos rebeldes e cercadas pelo exército sírio, segundo o Observatório.
