
Ran Gvili terá morrido em combate
Foto: AFP
As Forças de Defesa de Israel informaram, esta segunda-feira, que encontraram os restos mortais de Ran Gvili, lusodescendente que foi morto no dia 7 de outubro de 2023 e cujo corpo foi levado para o norte de Gaza.
Uma série de operações clandestinas com base em informações da Mossad (a agência de serviços secretos de Israel) foi levada a cabo no domingo, num cemitério muçulmano na região de Shejaiay Darah-Tuffah, no norte do enclave. A Jihad Islâmica tinha colocado na sepultura do polícia luso-israelita apenas a palavra "palestinano", o que tornou a sua descoberta e identificação muito mais dificeis.
Os restos mortais de Ran Gvili, que terá morrido em serviço, foram os últimos a serem recuperados pelas autoridades israelitas, não havendo atualmente mais reféns ou corpos cativos no território palestiniano. A identidade foi confirmada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, por conselheiros rabínicos e pela Polícia israelita, acontecendo debaixo de enorme aparato de forças militares de Israel. Na impossibilidade de comparar as impressões digitais, os especialistas forenses utilizaram pistas como testes dentários e de ADN, que confirmaram a identificação.
No principio do ano, o rabino-chefe dos sefarditas de Israel, David Yose, tinha enfatizado a importância que a lei judaica atribuía aos esforços para devolver o corpo do luso-israelita "à terra de Israel", para ser "submetido a um sepultamento judaico".
A recuperação do corpo do luso-israelita tem a marca histórica do fim da saga da devolução de todos os reféns (vivos e mortos) do Hamas a 7 de outubro, e que era uma das condições do acordo patrocinado pelos Estados Unidos.
