Uma parente do Dalai Lama, Deying Drolma, filiou-se no Partido Comunista Chinês, anunciou hoje a agencia noticiosa oficial chinesa Xinhua, Nova China.
"Estou orgulhosa", disse Deying Drolma, 35 anos, neta de um primo do exilado líder político e espiritual dos tibetanos.
Enfermeira do exército, Deying Drolma prestou juramento como militante do PCC em Junho passado, disse a agência Nova China
Deying Drolma contou que quando o Dalai Lama fugiu para a Índia, há meio século, ele pediu à avó e à sua família para o acompanhar, mas ela recusou.
A nova militante do PCC contou também que a sua família mantém contacto com um irmão do Dalai Lama residente em Hong Kong e que o seu pai até o visitou duas vezes na Índia, em 1989 e 1993.
O Dalai Lama refugiou-se na vizinha Índia em 1959, depois de uma rebelião frustrada contra a administração chinesa no Tibete.
Nunca mais voltou ao Tibete e é visto pelas autoridades chinesas como "um separatista empenhado em dividir a China",
O Partido Comunista Chinês, no poder há 60 anos, tem cerca de 76 milhões de filiados, 21 por cento dos quais mulheres.
