
Combates colocam em perigo um acordo de paz assinado em agosto de 2015
Anthony Nambwaya/Reuters
Pelo menos 300 pessoas morreram nos combates que se iniciaram há uma semana na capital sul-sudanesa, Juba, e que provocaram também 42 mil deslocados, indicou a ONU.
A ONU não dispõe de dados sobre os feridos dos confrontos, de 8 a 11 de julho, entre forças fieis ao presidente Salva Kiir e ex-rebeldes que responderão a ordens do vice-presidente Riek Machar. Os combates colocam seriamente em perigo um acordo de paz assinado em agosto de 2015.
O número de mortos foi referido por um porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, enquanto o número de deslocados foi indicado por um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), William Spindler.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), no entanto, muitos dos que fugiram dos combates já conseguiram regressar às suas casas, pelo que o número de deslocados será agora de 12800.
"O acesso humanitário às pessoas afetadas melhorou bastante desde segunda-feira. Mas só poderá continuar se o cessar-fogo (decretado na segunda-feira) se mantiver", indicou o responsável das operações da OIM no Sudão do Sul, John McCue, citado num comunicado.
Independente desde 2011 após uma cisão do Sudão, o Sudão do Sul está dilacerado por uma guerra civil marcada por massacres interétnicos que causou dezenas de milhares de mortos e perto de três milhões de deslocados desde dezembro de 2013.
Antes de dezembro de 2013, cerca de 114.230 sul-sudaneses encontravam-se nos países vizinhos, segundo a ONU. O número de refugiados subiu entretanto para 835.715, dos quais 285.657 se encontram na Etiópia, 231.638 no Sudão, 222.420 no Uganda e 103.104 no Quénia, de acordo com dados divulgados hoje pelo ACNUR.
