
An artisanal miner examines a coal seam inside a tunnel at the Golfview informal coal mine in Ermelo on September 26, 2025. As South Africa slowly begins to move away from coal - spurred by the landmark $8.5 billion Just Energy Transition deal struck at COP26 in 2021 - communities in mining areas that saw little benefit from decades of extraction fear they"ll be left behind once again. Entire communities in Mpumalanga province rely on artisanal and illegal mining in the absence of other economic activities, and many depend on illegally sourced coal for cooking and heating. Yet as the government intensifies its crackdown on illegal mining, locals and experts say that support to help these communities transition remains almost nonexistent. (Photo by EMMANUEL CROSET / AFP)
Foto: Emmanuel Croset / AFP
Pelo menos 32 mineiros morreram no sábado devido a um desabamento numa mina de cobalto no sul da República Democrática do Congo (RDC), informaram este domingo fontes do Governo.
Segundo as fontes citadas pela agência noticiosa francesa AFP, o acidente ocorreu no complexo de mineração de Kalando, localizado na pedreira de Mulondo, oficialmente operada pela empresa Pajeclem, a cerca de 42 quilómetros a sudeste de Kolwezi, capital da província de Lualaba.
"Apesar da proibição formal de acesso ao local devido às fortes chuvas e ao risco de deslizamentos de terra, os garimpeiros ilegais forçaram a entrada na pedreira", declarou à imprensa o ministro provincial do Interior, Roy Kaumba Mayonde.
A "travessia apressada dos mineiros" causou o desabamento de uma ponte improvisada que construíram para atravessar uma vala alagada que delimitava a área, acrescentou.
"Até o momento, 32 corpos foram recuperados", acrescentou o governante provincial, especificando que "as operações de busca continuam".
Um relatório do Serviço de Assistência e Apoio à Mineração Artesanal e de Pequena Escala (Saemape) - uma agência governamental responsável por fornecer assistência técnica e financeira às cooperativas de mineração - consultado hoje pela AFP, mencionou uma situação de pânico causado por soldados presentes no local.
De acordo com este relatório, a área de Kalando tem sido alvo de uma disputa há vários meses entre os mineiros artesanais e uma cooperativa de mineração criada para apoiá-los, bem como os operadores da área, descritos como "parceiros chineses".
"Durante a queda", os mineiros "amontoaram-se uns sobre os outros, causando ferimentos e mortes", refere o documento.
Corpos empilhados
Imagens enviadas à AFP pelo escritório provincial da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH), um instituto público, mostram mineiros a retirar corpos empilhados no fundo da vala e pelo menos 17 corpos estendidos no chão, perto do local do acidente.
As autoridades provinciais anunciaram hoje a suspensão das atividades no local.
"Mais de 10 mil" garimpeiros artesanais estão presentes neste local, disse à AFP Arthur Kabulo, coordenador da CNDH na província de Lualaba.
Alegações de trabalho infantil, condições de trabalho perigosas e corrupção no setor artesanal estão a pesar sobre toda a indústria de cobalto na RDC.
A República Democrática do Congo produz mais de 70% do cobalto mundial, um metal essencial para baterias usadas em dispositivos eletrónicos e nas baterias de veículos elétricos.
A maior parte do cobalto do Congo é extraída de gigantescas minas industriais, mas estima-se que mais de 200.000 pessoas trabalhem como garimpeiros em locais ilegais, refere a AFP.
