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O jogo Pokémon Go faz parte da lista de ameaças elaborada pelo exército francês. Os militares querem assegurar que ninguém entra em áreas restritas, à procura de criaturas virtuais.
Numa nota oficial, o Ministério da Defesa francês chama a atenção para os problemas que podem existir relacionados com a caça às criaturas virtuais do jogo Pokémon Go, que mistura o mundo real e a realidade virtual.
A nota dá conta da presença das criaturas virtuais, os pokémons, em áreas altamente sensíveis em termos de segurança e da possibilidade de estas virem a ser invadidas pelos jogadores que fiquem absorvidos e viciados no jogo e que tentem entrar em zonas proibidas.
"A defesa da nossa nação não é um jogo. Não há qualquer hipótese de permitirmos qualquer forma de acesso inapropriado a pontos de importância vital ou instalações prioritárias na defesa de França", declarou a porta-voz do Ministério da Defesa francês, Valerie Lebascle, à "Bloomberg".
O exército proibiu a reprodução do jogo dentro de instalações de segurança, por considerar o jogo uma potencial ameaça que pode possibilitar o acesso e a partilha de dados geográficos e de fotografias.
Desde que o jogo foi lançado têm sido relatados vários casos de jogadores que entram em propriedade privada e mesmo em bases militares à procura das criaturas fantásticas.
