
O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje, quinta-feira, que não vai ceder às exigências de polícias e militares que protestam contra uma lei que reduz alguns dos seus benefícios e ocuparam o aeroporto internacional de Quito.
"Não recuarei um passo, se quiserem tomem os quartéis, se quiserem deixem os cidadãos sem defesa, se quiserem trair a vossa missão, façam-no", declarou o chefe de Estado num discurso perante dezenas de agentes que ocuparam uma unidade militar na capital.
O presidente equatoriano, acompanhado pelo ministro do Interior, Gustavo Jalkh, tinha antes tentado acalmar os manifestantes que o receberam com apupos.
Depois perdeu a calma e quase arrancava a gravata enquanto gritava: "Se quiserem destruir a pátria, vão em frente, mas este presidente não cede".
Hoje de manhã (hora local) um grupo de 150 militares bloqueou a pista do aeroporto de Quito, que teve de ser encerrado, também para protestar contra uma lei que reduz os benefícios por antiguidade.
As manifestações não se restringem a Quito, mas também à principal cidade portuária do sul do país, Guayaquil.
O chefe das forças armadas equatorianas, Ernesto Gonzalez, já anunciou que apoia o governo de Rafael Correa, demarcando-se dos contestatários.
"Somos um Estado de Direito, estamos subordinados à mais alta autoridade que é a do Presidente da República", declarou o general, numa conferência de imprensa em Cuenca, no sul do país.
