
O vice-presidente da câmara dos comuns britânico, o conservador Nigel Evans, suspeito de violar um homem e agredir um outro, desmentiu, este domingo, as acusações, depois de ser libertado sob fiança.
"As acusações são absolutamente falsas e eu não compreendo porque estas foram feitas, especialmente porque eu visitei amigavelmente, na semana passada, um dos dois homens que estão a fazer estas acusações", declarou Nigel Evans à imprensa.
"Quero agradecer aos meus colegas, amigos e pessoas do público que mostraram seu apoio e expressaram, como eu, a sua incredulidade", acrescentou o deputado de 55 anos, que falou aos jornalistas na sua cidade, em Pendleton, no oeste da Inglaterra.
Este membro conservador, do mesmo partido do primeiro-ministro David Cameron, foi preso no sábado pela polícia e libertado durante à noite do mesmo dia.
As supostas agressões contra os dois homens, que têm cerca de 20 anos, tiveram lugar em Pendleton, entre 2009 e 2013.
Em 2010, Nigel Evans revelou publicamente sua homossexualidade, dizendo que "estava cansado de viver numa mentira".
Este domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, disse à BBC que Nigel Evans é "um membro popular e respeitado do parlamento", recusando-se a fazer mais comentários sobre a investigação em curso.
O ministro da Defesa, o conservador Filio Hammond, demonstrou estar "chocado" com as acusações.
"Eu conheço bem Nigel (...) eu estou chocado como qualquer outra pessoa", disse à BBC.
"Nós devemos considerar como inocente uma pessoa enquanto não é comprovada a sua culpa, mas é difícil conservar um papel significativo e de primeiro plano", declarou, referindo-se à manutenção de Evans no seu cargo no parlamento.
Este é mais um escândalo sexual a abalar o Reino Unido nos últimos tempos, depois de ter sido tornado público o caso de abusos sexuais cometidos durante décadas pelo ex-apresentador da BBC, Jimmy Savile, que morreu em 2011.
