Portugal cumpre luto nacional entre 24 e 26 de abril, funeral de Francisco é sábado

Papa Francisco morreu aos 88 anos
Foto: EPA/Vaticano
A morte do Papa Francisco, na segunda-feira, na sequência de um AVC, que conduziu a um coma e a uma paragem cardíaca, originou homenagens de todo o Mundo, do povo, da comunidade internacional, de diferentes líderes religiosos. Portugal vai assinalar três dias de luto. Funeral realiza-se no sábado.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, vai assistir ao funeral do Papa Francisco na Praça de São Pedro, no Vaticano, no sábado de manhã.
“Tal como outros líderes mundiais”, Keir Starmer irá “prestar homenagem” ao Papa e “assistir ao seu funeral”, anunciou um porta-voz de Downing Street esta terça-feira.
O sucessor do Papa Francisco, que morreu na segunda-feira, já é motivo de conversa entre os peregrinos em Roma, cada um a defender o seu país ou a sua língua. “Já tivemos um que falava espanhol. Percebo que não pode continuar na América, mas e se o novo Papa falasse português?” – questionou João Pellegrini, de Belo Horizonte, que está em Roma num grupo de peregrinos da diocese brasileira.
O grupo concorda com a proposta e questiona a Lusa sobre quais as hipóteses de os cardeais portugueses na bolsa dos papabilli (cardeais com possibilidade de serem eleitos Papa). “Há um que está cá e que é bom não é? Ele é um poeta muito conhecido. A minha irmã já leu umas coisas deles”, insistiu Ana Francisca, do mesmo grupo, que estava na fila para os Museus do Vaticano.
Ana Francisca referia-se ao madeirense Tolentino de Mendonça, 59 anos, Prémio Pessoa e Eduardo Lourenço e prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, um cargo que mostra a sua importância na Cúria romana e um percurso emergente junto do Papa Francisco, passando de padre a cardeal em pouco mais de um ano.
Andrea, 32 anos, tem outra opinião: “Já houve uma boa escolha com um argentino, deveriam continuar por cá e escolher outro latino”, diz a chilena, que vive em Roma e está a acompanhar conterrâneos pelas ruas adjacentes da Praça de São Pedro.
Paulo Agostinho, enviado da agência Lusa
O Congresso brasileiro fez hoje um minuto de silêncio em memória ao papa Francisco, que coincidiu com a sessão solene de homenagem à peregrinação da cruz original da celebração da primeira missa no Brasil, trazida pelos portugueses em 1500.
Mais de 200 mil pessoas são esperadas na praça de São Pedro, no sábado, para assistir ao funeral do Papa Francisco, segundo uma estimativa da Comissão de Ordem e Segurança Pública, hoje reunida na câmara de Roma.
É igualmente aguardada a chegada de pelo menos uma centena de delegações estrangeiras, foi também estimado na reunião na câmara, presidida pelo ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi.
A maioria dos líderes estrangeiros que assistirão à cerimónia fúnebre deve chegar a Roma no próprio sábado e partir durante o dia, ao passo que a chegada à cidade do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está prevista para sexta-feira.
Dezenas de milhares de católicos e admiradores do Papa poderão, a partir de quarta-feira, despedir-se pela última vez de Francisco, num ritual que culminará na missa das exéquias, no sábado. A cerimónia, que contará com a presença de autoridades de todos os continentes, acontecerá antes da inumação e marcará o início do período de luto oficial de nove dias pelo pontífice.
Às 9 horas da quarta-feira no Vaticano (uma hora a menos em Portugal continental), o corpo do Papa será trasladado da Capela da Casa Santa Marta até à Basílica de São Pedro, com uma procissão que passará pela Praça Santa Marta e pela Praça dos Protomártires Romanos, antes de entrar na Praça de São Pedro através do Arco dos Sinos. Quando a urna de Francisco estiver posicionada no Altar da Confissão, na Basílica, o cardeal camerlengo Kevin Joseph Farrell conduzirá a Liturgia da Palavra, abrindo o velório.
O próximo Papa será eleito por 135 cardeais, entre os quais estão sete brasileiros e quatro portugueses, a que se juntam, entre os lusófonos, um de Timor-Leste e outro de Cabo Verde.
De acordo com os dados da Santa Sé, o sucessor do Papa Francisco será escolhido também com a contribuição de 16 eleitores africanos, do total de 28 cardeais africanos que integram o colégio cardinalício.
O Brasil é o país que, no universo da lusofonia, mais contribui para a escolha: João Braz de Avis, Odilo Pedro Scherer, Orani João Tempesta, Leonardo Ulrich, Sérgio da Rocha, Jaime Spengler e Paulo Ceza Costa são os sete cardeais que vão votar no próximo Conclave, no qual vão participar também o timorense Virgílio do Carmo da Silva e o cabo-verdiano Arlindo Gomes Furtado, ambos com direito de voto, ao contrário do cardeal moçambicano Júlio Duarte Langa, que não é eleitor.
Os portugueses eleitores são os cardeais António Marto, Manuel Clemente, José Tolentino de Mendonça e Américo Alves.
De África, o cardeal cabo-verdiano é o único representante da lusofonia, de entre os 16 eleitores africanos que vão contribuir para a escolha do sucessor do papa Francisco.
O PS na Câmara de Lisboa apoiou esta terça-feira a proposta de atribuir o nome Papa Francisco ao Parque Tejo, mas alertando para o abandono do espaço, e a Câmara de Loures disse que formalizará o topónimo na próxima semana.
O príncipe William vai representar o rei Carlos III no funeral do Papa Francisco. A informação foi avançada pelo Palácio de Kensington, em comunicado.
Os principais líderes mundiais, com exceção do presidente russo, Vladimir Putin, já confirmaram presença no funeral do Papa Francisco, que decorrerá no próximo sábado no Vaticano.
Saiba aqui quem já confirmou a ida às cerimónias fúnebres.
Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que Portugal assinala os três dias de luto nacional, pela morte do Papa Francisco, entre 24 e 26 de abril.
"O luto nacional vou assiná-lo agora, estou à espera do diploma do Governo, e será, em princípio, do dia 24 ao dia 26, que é o dia do funeral", declarou o presidente da República, pouco depois das 12 horas, à saída da Nunciatura Apostólica, em Lisboa, após assinar o livro de condolências pela morte do Papa.
Posteriormente, o primeiro-ministro Luís Montenegro confirmou as datas. “Nós amanhã teremos um Conselho de Ministros onde será consumada a nossa decisão de decretar três dias de luto nacional, que serão na próxima quinta-feira, sexta-feira e sábado”, declarou ao jornalistas, à margem de uma visita à obra de construção do Hospital Central e Universitário da Madeira, no Funchal.
Além do presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, estão também confirmadas as presenças do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e do primeiro-ministro, Luís Montenegro, no funeral do Papa Francisco.
Do Governo estará também no Vaticano Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros.
A sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República coincide, este ano, com o luto nacional pela morte do Papa Francisco.
"A ideia da Assembleia da República é manter a sessão, começando por um voto de pesar pela morte do Papa Francisco", afirmou presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à saída da Nunciatura Apostólica, em Lisboa, onde assinou o livro de condolências.
Há 135 cardeais eleitores, com menos de 80 anos, que poderão votar. Sejam diplomatas, teólogos ou mediadores, há 15 cardeais cuja voz será decisiva durante a votação.
Embora os observadores frequentemente apresentem alguns deles como candidatos "papáveis", ou seja, favoritos para suceder Francisco, o resultado do conclave é sempre imprevisível.
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O Governo italiano declarou cinco dias de luto nacional pela morte do Papa, a partir de hoje e até sábado, dia do funeral de Francisco.
O Conselho de Ministros italiano reuniu-se em sessão extraordinária para tratar de vários assuntos, entre os quais a proclamação do luto de cinco dias, na sequência da morte do papa, na segunda-feira, aos 88 anos, na Casa de Santa Marta, no Vaticano.
O ministro da Proteção Civil italiano, Nello Musumeci, disse que a decisão de declarar cinco dias de luto no país foi uma iniciativa da primeira-ministra, Giorgia Meloni, aprovada por todos os ministros.
Em 2005, depois da morte de João Paulo II, a Itália declarou três dias de luto no país.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou esta terça-feira que irá estar presente no funeral do Papa Francisco, que o Vaticano anunciou que será no sábado, na Praça de São Pedro, às 10 horas (9 horas em Portugal continental).
O Governo anunciou três dias de luto nacional pela morte do Papa Francisco.
Saiba o que é e o que implica o luto nacional, aqui.
Cerca das 12 horas, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deslocou-se à Nunciatura Apostólica, em Lisboa, para assinar o livro de condolências pela morte do Papa Francisco.
A Nunciatura Apostólica também disponibiliza um livro de condolências para todos os que quiserem deixar a sua última homenagem a Francisco, até quinta-feira, entre as 10 horas e as 12 horas.
“Foi alguém que teve uma mensagem que ultrapassou muito a dimensão dos católicos, dos cristãos, ou até dos crentes em geral, é uma imagem de compaixão, de tolerância, de identificação com cada pessoa, independentemente do credo religioso, independentemente de qualquer outra circunstância, eu acho que é uma perda obviamente para a Igreja Católica e é uma perda também para o mundo”, disse Durão Barroso, em declarações aos jornalistas à margem de uma participação numa conferência sobre defesa na Amadora, Lisboa.
O antigo presidente da Comissão Europeia salientou que o mundo hoje está “muito fragmentado” e nele “predomina a lógica dos interesses e da brutalização da política”, precisando de “vozes com grande autoridade espiritual” e “maior atenção aos valores, não apenas aos interesses”.
Com a morte do Papa Francisco e até à eleição do seu sucessor, a autoridade para administrar o Vaticano cabe ao camerlengo, que desde 2019 é o cardeal americano-irlandês Kevin Farrell.
A Polónia declarou dia de luto nacional no sábado, dia em que se realiza o funeral do Papa Francisco.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, vão assistir ao funeral do Papa Francisco, no sábado, no Vaticano.
O presidente russo, Vladimir Putin, cujas deslocações ao estrangeiro estão limitadas por um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional, não participará no funeral do Papa Francisco, informou o Kremlin.
“Não. O presidente não tem tais planos”, anunciou o porta-voz Dmitry Peskov aos jornalistas, quando questionado sobre se Putin iria ao funeral, marcado para sábado.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, irá estar presente nas cerimónias no Vaticano.
O Papa Francisco defendeu que a morte não é o fim de tudo, mas sim um novo começo, num texto inédito que está no prefácio dum livro do cardeal Angelo Scola, a ser lançado em 24 de abril.
"A morte não é o fim de tudo, mas o início de algo. É um novo começo, como o título [do livro de Scola] claramente realça, porque a vida eterna, que aqueles que amam já experimentam na Terra nas suas atividades quotidianas, é o início de algo que nunca terminará”, afirmou o Papa no texto publicado pela comunicação social italiana.
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O funeral do Papa Francisco realiza-se no sábado às 10 horas (9 horas em Portugal continental) na Praça de São Pedro, anunciou o Vaticano.
A cerimónia vai ser celebrada pelo decano do Colégio Cardinalício, Giovanni Battista Re.
“Partiu o líder da simplicidade, compaixão e fraternidade. Papa Francisco foi para a casa do Pai (…) Deixa-nos o apóstolo da justiça social e da ecologia, do diálogo inter-religioso, defensor de um mundo mais justo e pacífico e de uma igreja de misericórdia e com espaço para todos”, declarou a presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, no arranque das sessões, que vão até 2 de maio.
Na sua mensagem, Talapa prestou condolências à igreja católica e aos seus fiéis e lembrou a visita que o Papa Francisco efetuou a Moçambique em setembro de 2019, em que deixou aos moçambicanos uma mensagem de “esperança, paz e reconciliação”.
As imagens foram captadas na capela da Casa Santa Marta, a residência de Francisco no Vaticano, no momento da cerimónia de falecimento, ocorrida na segunda-feira às 20 horas (19 horas em Portugal continental).
O Papa está num caixão de madeira forrado com veludo vermelho, a usar uma mitra branca, uma casula púrpura e a segurar um rosário entrelaçado nas mãos.
Roma acordou hoje com mais polícia nas ruas e mais funcionários municipais a prepararem a cidade para a grande afluência de peregrinos e turistas, após a morte do Papa Francisco, na segunda-feira.
Bom dia. No dia seguinte à morte do Papa Francisco, continuamos a acompanhar as reações, as homenagens e os procedimentos oficiais do Vaticano em relação ao funeral, que o Sumo Pontífice quis se seja simples e cuja data deverá ser conhecida esta terça-feira.
Da véspera, destaque para a mensagem do presdente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que agradeceu o "carinho" do Papa Francisco a Portugal.
Pode recordar o que de mais importante aconteceu, aqui.
O caixão do Papa Francisco será trasladado para a Basílica de São Pedro na quarta-feira de manhã, às 9 horas (8 horas em Portugal continental), anunciou o Vaticano.
Será levado da capela da residência de Santa Marta, onde o líder católico vivia e onde morreu na segunda-feira, aos 88 anos, numa procissão acompanhada por cardeais.
"A China e o Vaticano mantiveram um contato construtivo e realizaram trocas amigáveis", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun. "A China está disposta a empreender esforços conjuntos com o Vaticano para promover a melhoria contínua das relações China-Vaticano".
A declaração foi feita quase um dia depois da morte do Papa Francisco. A relação entre os dois estados nem sempre foi pacífica, tendo havido corte de relações diplomáticas no passado, que durou décadas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai assistir ao funeral do Papa Francisco, disse uma fonte da presidência à agência AFP.
“O gabinete do presidente está a aguardar a data do enterro do Papa e a preparar a visita do presidente a Roma para se despedir do pontífice”, disse a fonte.
A morte do Papa Francisco desencadeia um processo com séculos de tradição para a escolha de um novo Sumo Pontífice. Todos os cardeais são chamados a Roma para se reunirem no Vaticano, dando início ao Conclave para a eleição papal.
Veja a infografia aqui.
À morte de um Papa, segue-se a habitual tentativa de adivinhação da sucessão. Um exercício quase impossível, já que as posições dos cardeais mudam ao longo das votações e alguns tentam manipular o sistema para influenciar as probabilidades - no último conclave, em 2013, poucos previram que Jorge Mario Bergoglio fosse eleito Papa. Agora, de acordo com o jornal britânico "The Guardian", as apostas estão em nove homens, entre os mais progressistas e os mais conservadores.
No grupo selecionado pelo diário de referência internacional, está o português Tolentino de Mendonça, o mais jovem potencial sucessor de Francisco (tem 59 anos). "Atraiu controvérsia por simpatizar com visões tolerantes em relação a relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo e por se aliar a uma irmã beneditina feminista que defende a ordenação de mulheres e é pró-escolha [em relação ao aborto]. Era próximo de Francisco na maioria das questões e defende que a Igreja deve envolver-se com a cultura moderna", pode ler-se.
O testamento do Papa Francisco, datado de 29 junho de 2022, foi divulgado esta segunda-feira, após selado o apartamento onde morava e transferido o corpo para a capela da sua residência, a Casa Santa Marta.
O Governo de Timor-Leste decretou luto nacional até ao próximo dia 28 em sinal de pesar pela morte do Papa Francisco. O luto, que teve início às 10 horas desta terça-feira (2 horas em Portugal continental) em Díli, termina às 0.00 horas locais da próxima segunda-feira (16 horas de domingo).
“Durante o período de luto nacional, a bandeira nacional deve ser mantida a meia haste em todos os edifícios públicos, incluindo embaixadas, consulados e outras representações do Estado no estrangeiro, bem como nas embarcações do Estado”, pode ler-se no comunicado.
O presidente timorense, José Ramos-Horta, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bendito Freitas, vão representar Timor-Leste nas cerimónias fúnebres do Papa Francisco no Vaticano.
O presidente francês Emmanuel Macron anunciou esta terça-feira que vai estar presente no funeral do Papa Francisco.
“Estaremos no funeral do Papa, como deve ser”, disse o chefe de Estado francês aos jornalistas durante uma viagem à ilha da Reunião.
O Vaticano anunciará a data do funeral do pontífice argentino esta terça-feira.
O bairro de Flores, em Buenos Aires, onde o Papa Francisco nasceu, cresceu e descobriu a vocação religiosa, exibe a dor pela partida do filho mais ilustre, aquele que sempre quis voltar, mas não pôde.
“O vínculo do Papa com este bairro e desta gente com ele é muito forte. Nasceu aqui, cresceu aqui e aqui descobriu a vocação. Eu o recordo sempre a falar de Flores, sobretudo desta basílica porque era devoto de São José”, descreveu à Lusa o padre José Luis Carbajal, responsável pela Basílica por onde Jorge Bergoglio passava antes de tornar-se líder da Igreja Católica.
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