Presidente colombiano diz que Jesus "teve relações sexuais" e causa indignação no país

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro
Foto: Arnulfo Franco/AFP
Uma declaração do presidente da Colômbia, afirmando que Jesus "teve relações sexuais" com Maria Madalena, chocou muitos cristãos do país.
Num discurso recente, Gustavo Petro afirmou que um homem como Jesus "não poderia existir sem amor" e que "morreu rodeado de mulheres que o amavam, e eram muitas". Petro insistiu que Jesus "fez amor", "talvez com Maria Madalena".
A doutrina cristã alega que Jesus nunca se casou e viveu uma vida de castidade.
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A incursão de Petro na teologia irritou o clero e deixou muitos cristãos colombianos perplexos. O cristão de Bogotá, Benjamin Gonzalez, disse à AFP que Petro tinha ido "contra a Igreja e contra todas as igrejas" e "falado contra um ser muito sagrado, nosso Senhor Jesus Cristo". Outro cristão de Bogotá, Victor Pardo, disse à AFP que os comentários "não eram apropriados para o presidente".
Jesus é reverenciado pelos cristãos como o filho de Deus e salvador do Mundo. Embora a Colômbia seja constitucionalmente laica, a maioria das pessoas identifica-se como católica ou pertence a outras denominações cristãs.
"Falta de respeito"
A Confederação Evangélica da Colômbia afirmou que as declarações de Petro "distorcem a verdade histórica, bíblica e teológica" e acusou-o de demonstrar "falta de respeito". O principal grupo católico do país também pediu "respeito, não interferência e proteção das pessoas nas suas crenças".
A Conferência Episcopal pediu aos políticos que evitassem fazer declarações "teológicas" em público.
Petro, um católico não praticante que estudou em escolas católicas, elogiou a teologia da libertação, um movimento centrado na melhoria da vida dos pobres e no questionamento das estruturas tradicionais de poder.
A controvérsia acendeu o debate nacional num país onde a identidade religiosa permanece forte e as declarações sobre Jesus têm um peso cultural significativo.
