Os presos da ETA deram um passo importante para facilitar o processo de pacificação, ao anunciar, pela primeira vez, que reconhecem "o sofrimento e os danos multilaterais causados".
Num comunicado divulgado pelo diário basco "Gara", a associação de presos denominada EPPK (fiéis à doutrina da ETA) mostrou também abertura para aceitar uma "solução" para a situação dos reclusos de forma individual, dentro de um processo "escalonado" no tempo.
O grupo demonstrou ainda estar disposto a acatar algumas das medidas de reinserção postas em marcha pelo Estado. Até aqui, o sistema penitenciário e a legislação do país tinham sido sempre rejeitados pela organização armada.
De forma a contribuir para desbloquear o processo de paz, a associação de presos da ETA, que conta com cerca de 600 membros, renuncia, pela primeira vez, à solução coletiva para os reclusos, o que permitirá aos condenados aceitar os benefícios que oferece a legislação.
Este é o avanço mais importante feito pela ETA desde que o grupo terrorista anunciou o fim da luta armada, em outubro de 2011. A organização basca negou-se, no entanto, a entregar as armas e tem recusado sentar-se à mesa para negociar com o Governo.
