
Jacques Moretti e Jessica Moretti à chegada a tribunal, em Sion
Foto: AFP
Jacques Moretti, proprietário do bar "Le Constellation", onde morreram 40 pessoas, na localidade suíça de Crans-Montana, na noite de Ano Novo, foi colocado em prisão preventiva pelo tribunal de Sion, no âmbito da investigação que investiga possíveis crimes de homicídio, lesões corporais e incêndio doloso.
Segundo a televisão BFMTV, a mulher, Jessica, gerente do estabelecimento e que estaria de serviço naquele dia não foi sujeita à mesma medida de coação. O incêndio que fez 40 mortos e 116 feridos foi provocado, segundo um inquérito realizado pelas autoridades suíças, por velas que libertam faíscas, que entraram em contacto com o teto. Os clientes do bar, maioritariamente adolescentes e jovens adultos, ficaram cercados pelas chamas.
A única vítima mortal portuguesa do incêndio é Fanny Pinheiro Magalhães, de 22 anos, natural de São João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira.
Minuto de silêncio
A Suíça ficou "devastada" com o incêndio mortal no bar "Le Constellation", afirmou hoje o presidente Guy Parmelin numa cerimónia nacional em memória das vítimas. "O nosso país está devastado por esta tragédia. Honramos a memória daqueles que se perderam e estamos ao lado daqueles que agora enfrentam uma longa jornada de recuperação", disse em Martigny, no cantão de Valais.
A Suíça guardou um minuto de silêncio a nível nacional, após o qual os sinos das igrejas tocaram em todo o país durante cinco minutos em honra dos mortos no incêndio, que se abateu sobre a cave do Le Constellation, um bar na estância de esqui de Crans-Montana.
"O início de 2026 deveria ter trazido as esperanças e as promessas conhecidas - um novo ano com um novo começo. Para os jovens, em especial, essas promessas são o sonho e as esperanças legítimas da juventude, promessas destinadas aos céus que caíram demasiado cedo nas cinzas de uma noite de horror", disse Parmelin durante a cerimónia em Martigny, que contou com a presença de cerca de mil pessoas.
"A esperança... depende da capacidade do nosso sistema judicial de trazer à luz do dia as falhas e de impor as consequências sem demora ou clemência. Esta é uma responsabilidade moral, bem como um dever do Estado".
O presidente francês Emmanuel Macron, o presidente italiano Sergio Mattarella, o primeiro-ministro belga Bart De Wever e o antigo grão-duque luxemburguês Henri estavam entre os presentes.
