
Ben Barlett, estudante britânico a estagiar em Portugal
Adelino Meireles/Global Imagens
Emma e Ben têm 22 e 21 anos e estão no Porto há três meses, em Erasmus, o programa de intercâmbio de ensino e formação da UE.
Emma estuda Design de Produto na Escola Superior de Artes e Design e "só o facto de cá estar já é um benefício" da União. Por isso, por voto postal, já assinalou a cruz no "continuar membro".
"Recebemos fundos para estudar no estrangeiro e uma palete enorme de sítios onde o podemos fazer, sem termos de nos preocupar com vistos", explica a jovem. Emma diz que a "liberdade de movimento" foi das maiores conquistas da entrada na União Europeia e que a campanha do "Leave" está a ser usada para "fechar os olhos à crise migratória e deixar as pessoas longe".
Ben - em estágio na Universidade do Porto - concorda que os problemas do Reino Unido não têm causa nos imigrantes, nem na UE, mas sim na má gestão governativa. Em Portugal, sentiu na voz e no bolso os benefícios da permanência.
"Na terça-feira, tive de ir de urgência para o hospital por causa da garganta e só paguei 18 euros, graças ao Cartão Europeu de Seguro de Doença. Sem ele, pagava 120". Para ele a escolha foi fácil, mesmo estando longe. A mãe votou por ele - "proxy vote" - e a cruz foi para a primeira opção: "remain".
