
Pelo menos 13 pessoas morreram e perto de 200 ficaram feridas nos protestos violentos que ocorreram, esta sexta-feira, em várias cidades do Paquistão, contra o filme sobre o profeta Maomé.
Quatro pessoas - três manifestantes e um motorista de uma televisão paquistanesa - foram mortos em Peshawar, nos confrontos com a polícia depois de pilharem e incendiarem cinemas.
O motorista foi levado para o hospital "em estado crítico", com um tiro no peito, e chegou a ser operado, mas acabou por morrer, disse o diretor do hospital Lady Reading, Mukhtar Khan.
Segundo um membro da administração da ARY, a televisão para a qual trabalhava, o homem foi atingido quando um polícia abriu fogo sobre os manifestantes durante o ataque ao cinema. "Consideramos este incidente um homicídio e condenamo-lo firmemente", disse Owais Tohid, da ARY.
O chefe da polícia de Peshawar, Imtiaz Iltaf, anunciou que será aberto um inquérito, admitindo que polícias possam ser responsabilizados. "Não ordenámos a ninguém que abrissem fogo sobre os manifestantes, mas a polícia também foi alvo de tiros. Os polícias que dispararam sobre manifestantes enfrentarão a justiça", assegurou.
Outras nove pessoas - um polícia e oito manifestantes - também morreram em confrontos em Carachi, onde foram igualmente incendiadas salas de cinema.
O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, repetiu os apelos do governo para que os protestos contra o filme sejam pacíficos.
Os manifestantes protestam contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", produzidos nos Estados Unidos e considerado ofensivo para o Islão.
