
Grande manifestação em Barcelona no dia em que Madrid decidiu recorrer ao artigo 155 da Constituição
Ivan Alvarado/Reuters
O secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, afirmou que o projeto de "secessionismo é o 'Brexit' da Catalunha" e acusou os independentistas de quererem "destruir 40 anos de autogoverno".
Falando aos militantes socialistas durante o congresso regional do PSOE em Múrcia, que coincidiu com o final do Conselho de Ministros espanhol extraordinário, Pedro Sánchez afirmou que a Espanha tem um histórico de autonomias regionais que não deve ser colocado em causa com o independentismo catalão.
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São "40 anos de um processo de descentralização que fez com que a Catalunha seja a comunidade com maior autogoverno de Espanha e da Europa, algo que agora o secessionismo quer destruir", afirmou.
Partido Cidadãos defende aplicação da Constituição para "proteger os catalães"
O presidente do partido espanhol Cidadãos, Albert Rivera, defendeu a necessidade de "aplicar a Constituição" para "proteger os catalães".
"Para restituir a convivência, para restituir a estabilidade económica, a segurança política e também a segurança cidadã é fundamental que apliquemos a Constituição", afirmou.
Podemos "em choque com suspensão da democracia"
O secretário para a Organização do Podemos disse que o partido está "em choque" perante "a suspensão da democracia na Catalunha", afirmando-se convicto que esta região "continuará a fazer parte de Espanha".
"Estamos em choque pela suspensão de democracia não só na Catalunha mas no conjunto de Espanha, porque a Catalunha faz parte de Espanha e continuará a fazer", declarou Pablo Echenique, falando logo a seguir ao presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, que anunciou as medidas decididas pelo executivo de Madrid em relação à Catalunha.
O secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, considerou que o Governo espanhol e os partidos que apoiaram a aplicação do artigo 155.º da Constituição demonstraram "incapacidade para oferecer soluções" e afastam "ainda mais a Catalunha de Espanha".
Vice-presidente do governo regional acusa Madrid de "totalitarismo"
O vice-presidente do governo regional catalão, Oriol Junqueras, classificou de "totalitarismo" a decisão do executivo de Madrid de destituir o presidente da Catalunha e apelou à defesa da "democracia e dos direitos civis e políticos".
"Perante o totalitarismo, hoje mais do que nunca, defendamos a democracia e os direitos civis e políticos. Aí nos encontraremos!", escreveu Oriol, na sua conta de Twitter.
"Golpe de Estado"
A secretária-geral da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), um dos partidos que apoia o governo catalão, classificou de "golpe de Estado" a decisão de Madrid de assumir a gestão corrente do executivo regional.
"Temos um mandato democrático e legal que suporta tudo o que temos feito desde 27 de setembro de 2015. O Governo espanhol faz um golpe de Estado contra uma maioria legal e democrática", disse, na sua conta de Twitter, a responsável da ERC (republicanos de esquerda), Marta Rovira.
Independentistas dizem que Catalunha está "intervencionada, mas nunca vencida"
O partido independentista catalão Candidatura de Unidade Popular (CUP) declarou que a Catalunha está a ser alvo de uma intervenção, mas não está vencida, rejeitando recuar na luta pela independência da região. "Intervencionados, mas nunca vencidos! Unidade popular para a República agora. Nem um passo atrás. Sem medo", expressou a CUP (esquerda radical), através da sua conta na rede Twitter.
