
Rajoy e Sanchez não chegaram a acordo para formar um governo que incluísse PP e PSOE
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O secretário-geral do PSOE afirmou, esta quarta-feira, que os socialistas espanhóis "vão explorar todas as possibilidades para que haja em Espanha um governo de mudança e de diálogo", reafirmando que rejeita um governo do PP e de Mariano Rajoy.
O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) "vai explorar todas as possibilidades para que haja um governo de mudança e estabilidade. As eleições de domingo abriram uma nova etapa de diálogo", afirmou.
Pedro Sánchez falava à saída de uma reunião com o presidente do governo em funções, Mariano Rajoy, na sede do executivo, no palácio da Moncloa, em Madrid, na qual lhe transmitiu que o PSOE não apoiará, nem viabilizará, a investidura do líder "popular".
O dirigente socialista disse que este "é o tempo de o PP tentar formar governo" e que o PSOE não "defraudará os seus eleitores", dando qualquer apoio a esse executivo liderado pela direita.
"Esta é a hora de o PP tentar formar governo. Repito, tentar formar governo", salientou Sánchez, apelando também às outras forças políticas para que "respeitem os prazos da democracia" e não optem por "atalhos".
Para Sánchez, os espanhóis votaram no domingo "contra as políticas de Mariano Rajoy e do PP", sobretudo "contra a sua ausência de diálogo", razão pela qual o parlamento espanhol será agora mais plural.
Por isso mesmo, realçou, o PSOE considera agora que o parlamento deve refletir essa pluralidade nos seus órgãos: o presidente do Congresso dos Deputados e a Mesa.
"Por isso achamos que o presidente do Congresso dos Deputados deve ser não da primeira força política, mas sim da segunda força política", ou seja do PSOE, disse.
Sánchez rejeitou ainda a realização de novas eleições na sequência de um eventual impasse político, afirmando que essa é a última das opções.
A vitória curta do PP, sem maioria absoluta (123 deputados), abriu caminho a um eventual acordo do PSOE de Pedro Sánchez (90 deputados) com outras forças de esquerda como o Podemos e os independentistas catalães da Esquerra Republicana Catalana (ERC) para afastar a direita do poder (que ocupam desde 2011).
Os "barões" do PSOE - na Andaluzia ou na Extremadura - afirmaram após as eleições que os socialistas não devem "entrar em aventuras", formando um governo a quatro ou a cinco partidos. Sobretudo rejeitam uma das "linhas vermelhas" do Podemos: reformar a constituição para permitir um referendo sobre a independência, mas apenas na Catalunha.
