Quatro anos depois, detido primeiro suspeito de ter colocado bombas junto ao Capitólio

Bombas foram colocadas junto às sedes dos principais partidos políticos, na véspera do ataque ao Capitólio, em janeiro de 2021
Foto: Shawn Thew / EPA
Um homem foi esta quinta-feira detido no âmbito da investigação sobre bombas artesanais colocadas junto às sedes dos dois principais partidos políticos norte-americanos, na véspera do ataque ao Capitólio, em janeiro de 2021, noticiou a imprensa norte-americana.
Trata-se da primeira detenção anunciada em mais de quatro anos de investigação neste caso, para a resolução do qual o FBI (serviços secretos e de segurança internos dos EUA) oferece uma recompensa de 500 mil dólares (428 mil euros) por informações que levem à identificação do autor ou autores.
A pessoa sob custódia das autoridades é um homem, detido esta quinta-feira de manhã no estado da Virgínia, no leste dos EUA, segundo a comunicação social norte-americana, que cita fontes próximas da investigação.
O FBI e o Departamento de Justiça não responderam até agora aos pedidos de comentário da agência de notícias francesa AFP.
A identidade e os motivos de quem colocou bombas artesanais perto das sedes dos partidos Democrata e Republicano permanecem um mistério que alimentou numerosas teorias da conspiração sobre uma possível manipulação do ataque ao Capitólio (sede do Congresso) ocorrido no dia seguinte, 6 de janeiro de 2021.
Nesse dia, centenas de apoiantes do candidato presidencial republicano derrotado, Donald Trump, então Presidente em fim de mandato, inflamados pelas suas acusações infundadas de fraude eleitoral, invadiram o Capitólio, numa tentativa de impedir a certificação da vitória do candidato democrata, Joe Biden.
As bombas não explodiram e poderiam destinar-se a ser apenas uma manobra de diversão para afastar a polícia do Capitólio pouco antes do ataque, estimaram alguns analistas políticos.
