O realojamento de 10 mil pessoas da ilha de Luanda em tendas a 40 quilómetros da capital tornou-se num caso político, com a UNITA a falar em tratamento "desumano" e os habitantes a apontarem violência policial, que as autoridades desmentem.
Por detrás desta deslocação da população está o projecto de requalificação da ilha, anunciado há meses pelo Governo Provincial de Luanda, mas as recentes marés vivas, que destruíram casas e deixaram no local dois mortos, foram a razão imediata para que as autoridades apressassem de realojamento para uma zona que é um descampado com tendas que não chegam para todos.
